Opção : Outros 

 


1) Textos Técnicos

2) História das Marcas de Motocicletas

3) Textos Interessantes

4) Relatos de Viagens

 

1) Textos Técnicos

 

3 - Problema de Projeto  na Injeção da  V Strom  e da Boulevard  800 ( Muito Interessante )

 

Parece que um especialista no ramo de i.e. acaba de fazer uma descoberta de um erro no projeto da i.e. da VSTROM que causa os problemas relatados. Ele postou uma explicação altamente detalhada no site da fórumxt600.
Estou postando a explicação dele, mas recomendo que leiam o post original:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgPost.aspx?cmm=2280493&tid=5284105935332048893
- - -
Pessoal, resolvi voltar a postar no Fórum depois de muitos meses sem atividade, nem leitura.
Vc´s podem procurar pelas minhas respostas e Tópicos no Fórum da XT660 para ver um pouco do meu conhecimento em Injeção Eletrônica de motos.
Tenho uma empresa de tecnologia desta área há 11 anos e larga experiência em reprogramação de ECU (central), desenvolvimento de software de Remapeamento, invenção e fabricação de equipamentos de tecnologia para injeção, edição de manual técnico de Injeção eletrônica, Ministro de Cursos de I.E. em Concessionárias e Oficinas, etc.
Como sou empresário, profissional da área, o meu objetivo sempre foi ganhar dinheiro com meu conhecimento ou equipamentos. Só que a correção deste problema não depende de equipamento nenhum e nem tem como eu vender esta informação, tipo “deposita aí R$300,00 na minha conta que te falo o que é e como solucionar”.
Então decidi colocar aqui de graça no Fórum com alguns outros objetivos.
- Ajudar a JToledo a enxergar o problema e resolver.
- Ajudar os clientes que compraram estas motos para que sejam realmente boas de funcionamento.
Para isso acontecer a minha idéia é que todos os usuários possíveis postem aqui suas opiniões e relatos sobre o funcionamento destes modelos hoje e se fizerem a modificação, como ficou depois. Assim poderemos enviar para a JToledo esta pesquisa e testes e quem sabe, conseguir abrir o olho deles. Quem sabe com isso ganho a divulgação da minha empresa. http://www.powerchip.com.br/Produtos_2/tabid/696/Default.aspx
O site ainda vai ser mudado totalmente só pra moto.
(...continua no post seguinte:)

 

Bem, vamos aos fatos:

A DL 1000 V-Strom e a Boulevard 800 tem um erro de projeto de Injeção e por isso não tem funcionamento redondo com nada que se tente fazer em termos de equalização, ajuste de mistura seja com PowerCommander ou Yoshimura Fuel injection Adjuster, etc. Eu pessoalmente tentei deixa-la o melhor possível usando meu reprogramador Pro Racing (semelhante ao yoshi) e usando um Analisador de Mistura (Pro Tuning) e não consegui. A leitura da mistura nunca ficava ideal, nem original e nem reprogramada, no máximo, era “menos ruim”!

O ERRO

Quando estava ministrando um Curso de Injeção em uma Concessionária Suzuki, uma das motos usadas foi uma DL 1000 de um amigo. Isso foi a pedido dele, porque já não agüentava mais o funcionamento da moto e as desculpas da Concessionária dizendo que “esta moto era assim mesmo – a moto está boa”. Veiáco, com muitos modelos diferentes e km nas costas, o Arthur tel. (liguem pra confirmar se necessário) 61- 9984-0420 acreditava que poderia conhecer melhor o Sistema de Injeção dela e resolver o problema.

Falta uma mangueirinha..... Incrível, mas é só isso mesmo! Examinando os sensores com tanque levantado, observei que o sensor MAP tinha a mangueira de vácuo ligada somente no TBI (Corpo de Borboleta) do cilindro dianteiro.

“- PQP, que PRR é essa? Isso nunca vai ter vácuo estável para o MAP.” Mesmo vendo uma Câmara de expansão de vácuo na mangueira.
O sensor MAP (Manifold Air Presure) mede a pressão do ar no coletor e com isso a ECU sabe calcular o volume de Ar que está entrando e consequentemente, calcular o volume de combustível através do tempo de injeção dos bicos (abertura). Este cálculo também depende da Temperatura do Ar Admitido (IAT) e da Rotação (RPM). É uma Estratégia de Tempo Base de injeção batizada de “Speed Density” (MAP x RPM). Tempo Base.....

Ou seja, é a tabela básica de combustível. Um dos eixos de todas as tabelas é justamente a pressão aplicada ao coletor. E esta moto particularmente usa 2 Estratégias. A Speed Density para controlar as acelerações em baixa e parte da média e a Ângulo Rotação (TPS x RPM) para a segunda parte da média e alta. Então as fases mais afetadas são Marcha Lentas e baixas rotação. Por isso as motos morrem em lenta, tem buracos de aceleração, alto consumo, instabilidade de marcha lenta, falta de força em retomadas de baixo giro, etc. Pra piorar, quando elas apagam em lenta, dão uma “Tossida”, que é um contratempo do pistão que pega a válvula de Admissão aberta e volta o ar admitido pelo TBI, isso cospe fora a tampinha de borracha da tomada de vácuo. Pronto, além de sinal de MAP oscilando ainda aparece uma entrada de ar falso no TBI, pra ferrar de vez a mistura e funcionamento.
Como a entrada de ar puxada pelo TBI é feita somente durante a Admissão, que ocorre ora em um cilindro e hora no outro, durante a Admissão do cilindro traseiro não ocorre a puxada de ar......... E...?????? Não existe leitura certa do sinal (em Volts) do MAP para a ECU.... E o que a ECU faz? Coloca uma quantidade de combustível correta na ora que ocorre o vácuo do cilindro dianteiro e uma quantidade incorreta (menor) na hora do cilindro traseiro.
Em 98 quando ministrei o primeiro Curso de Injeção pra moto, no caso a TL 1000 lembrei que ela tinha as 2 mangueiras. Os 4 cilindros têm 4 mangueiras independentes (1 do MAP que dividi-se e entra em cada TBI). Os carros, de 4 ou 6 cilindros usam 1 mangueira apenas no “mufler” do coletor ou na entrada do único TBI. Tudo isso pra trazer estabilidade na leitura e variação somente de acordo com a carga do motor. Além disso, os 2 TBI´s têm 2 entradas de vácuo cada um. O dianteiro tem usa uma para o MAP e a outra é tapada (tampinha de borracha) pra equalização. O traseiro tem as 2 tapadas.....

Bem, como durante o Curso, que estava sendo filmado, não tinha condições de fazer experiências de medições e modificações, decidi deixar pra ver isso mais tarde. Só que antes disso acontecer, em outro treinamento em outra Concessionária tive a oportunidade de usar o Scanner da Suzuki (SDS) numa Boulevard 800 e foi direto na leitura de sinal do MAP no modo Gráfico. Lá estava a linha de sinal do MAP oscilando pra cima e pra baixo com a moto em lenta, parecia um “batimento cardíaco”. Com isso constatei a minha suspeita eletronicamente.

Dei a dica primeiro para um cliente, dono de uma Oficina no interior de SP, ele pegou uma DL1000 pra “resolver o problema da moto”. Dias depois me ligou e contou fascinado o funcionamento da moto. Entregou a moto ciente que depois de 3 dias andando, o problema estava resolvido definitivamente! Depois de mais alguns dias, o cliente retornou com 7 médias de consumo, todas acima de 20Km/L e dizem que esta moto fica na casa dos 14 ou 16Km/L.
Passei então a dica para o Arthur que fez a colocação de uma mangueirinha a mais com um “ T ” (tezinho). É simples, corta a mangueira existente ao meio ou onde convier e coloca o T, conecta o pedaço que sobrou para o TBI dianteiro e a nova mangueira para o TBI traseiro. Pra completar também se pode dar um “pente fino” acertando a mistura com o Reprogramador para Suzuki, de preferência com um Analisador de Mistura ligado na Sonda Lambda da moto. E claro, as motos testadas deverão estar em boas condições de manutenção, gasolina boa e sem defeitos presentes.

Ah, possivelmente a Boulevard 1500 a DL 650 também tenham o mesmo erro, nunca vi as motos de perto.

As justificativas técnicas e dicas estão aí, aguardo respostas.

 

 

Adaptação

Galera, fiz a modificação sugerida na minha moto e na moto do amigo André Travençolo e os resultados foram os mesmos como segue os relatos a seguir: a primeira percepção foi o funcionamento do motor em marcha lenta mais "redondo", sem aquelas pequenas falhas caracteristicas; bem, saí pra rodar e percebi a resposta de baixas e médias mais rápidas nas retomadas. Agora a parte mais interessante.. rs.. consumo... rs.. rodando da seguinte maneira: troca de marchas com 4.000rpm e velocidade final maxima de 120 km/h (6ª marcha / 4000rpm) o consumo ficou com gasolina aditivada BR em 19.15 km/l e com gasolina Podium em 20.23 km/l; antes da mudança o máximo que havia conseguido foi 16.5 km/l nas mesmas condiçoes com gasolina comum. O segundo teste foi rodando que nem um louco exigindo o máximo da moto, com troca de marchas entre 6000 e 7000 rpm e velocidade mantida entre 180 a 210 km/h, o resultado foi com gasolina Aditivada BR 12.5 km/l e com gasolina Podium 11.52 km/l; antes da mudança rodando nas mesmas condiçoes a moto tinha feito 12.5 km/l com gasolina comum. Ainda não fiz na moto o “pente fino” acertando a mistura com o Reprogramador para Suzuki, de preferência com um Analisador de Mistura ligado na Sonda Lambda da moto como sugerido e a moto encontra-se com a manutenção impecável e filtro de ar e escapamentos orginais. A primeira impressão que tive após a adaptação é que a moto ficou melhor e mais economica em baixas e médias rotações e se manteve a mesma em altas rotações e velocidades. Vou continuar testando e assim que tiver mais resultados escrevo novamente

 

Croqui do Esquema de ligação das Mangueiras

 

 

 

2 – Veja se Sua Moto Tem Defeito de Fabricação ( Recall )

 

Se sua moto está incluída na relação abaixo, você deverá procurar a concessionária da sua moto, para regularização do defeito de fabricação.

 

 

a) Fabricante BMW

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

ZL90512

ZR86097

Motocicleta modelo K1200 R ECE e K1200 S ECE

2003

2006

ZN10683

ZN20125

Motocicleta modelo K1200 R ECE e K1200 S ECE

2003

2006

 

Número do chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

ZA37472

ZM60622

BMW - Motocicleta BMW - K1200lt, K1200RS, K1200GT, K1200C, R1150GS, R1150GSAdv. R1150R, R1150RS, R1150RT, R1200C e R1200CL.

2000

2004

 

 

Motocicletas R1150R; E1150R; Rockster; R110S; R1150GS; R1150RT; R1150RS; R1200C; R1200CL; R120

2000

2001

 

 

Motocicletas R1150R; E1150R; Rockster; R110S; R1150GS; R1150RT; R1150RS; R1200C; R1200CL; R120

2005

2005

 

 

b) Fabricante Suzuki

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9CDVY52AJ5M00001

9CDVY52AJ5M000242 (inclusive)

Boulevard C1500 (anos 2005 e 2006).

2005

2006

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9CDVY51AJXM00001

9CDVY52AJ5M000726 (inclusive)

Intruder LC1500 (anos 1998 a 2005)

1998

2005

 

 

c) Fabricante Yamaha

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYARJ071***000301

JYARJ071***039486

Motocicletas modelos FZ6 - FAZER 600 (2005)

2005

2005

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9C6KE084050000001

9C6KE084050014411

YAMAHA-NEO AT 115 ano/modelo 2005 E 2006

2005

2005

9C6KE089060000001

9C6KE089060000500

YAMAHA-NEO AT 115 ano/modelo 2005 E 2006

2006

2006

9C6KE084050000001

9C6KE084050012011

YAMAHA - NEO AT 115 ano/modelo 2005

2005

2005

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYARN081***000301

JYARN081***011855

Motocicletas modelos TDM 900 (2002 e 2003)

2002

2002

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9C6KM0030050000001

9C6M0030050001581

Motocicletas modelos XT 660R (2005)

2005

2005

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYA3LS00***000101

JYA3LS00 ***085667

YAMAHA - VIRAGO XV 250(importada).

1994

1996

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYAVP051***000301

JYAVP051***009638

YAMAHA - DRAG STAR XVS 1100 (importada).

2000

2000

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYA4VR00***000751

JYA4VR00***075219

YAMAHA - DRAG STAR XVS 650 (importada).

1998

1998

9C6KM002030000101

9C6KM002050004037

YAMAHA - DRAG STAR XVS 650 (nacional).

2003

2005

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JYARN121***000301

JYARN121***026567

Motocicletas modelos YZF-R1 (2004

2004

2004

 

 

d) Fabricante Honda

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9C2JA04106R000042

9C2JA04106R001750

MOTO HONDA - BIZ 125 - ano 2005 modelo 2006.

2005

2005

9C2JA04106R800001

9C2JA04106R801098

MOTO HONDA - BIZ 125 - ano 2005 modelo 2006.

2005

2005

9C2JA04206R000063

9C2JA04206R001981

MOTO HONDA - BIZ 125 - ano 2005 modelo 2006.

2005

2005

9C2JA04206R800001

9C2JA04206R801403

MOTO HONDA - BIZ 125 - ano 2005 modelo 2006.

2005

2005

9C2JA04106R007424

9C2JA04106R007523

MOTO-HONDA- BIZ125 KS e BIZ ES 2005, ano 2005 modelo 2006.

2005

2006

9C2JA04106R809334

9C2JA04106R810437

MOTO-HONDA- BIZ125 KS e BIZ ES 2005, ano 2005 modelo 2006.

2005

2006

9C2JA04206R010923

9C2JA04206R011112

MOTO-HONDA- BIZ125 KS e BIZ ES 2005, ano 2005 modelo 2006.

2005

2006

9C2JA04206R814222

9C2JA04206R815751

MOTO-HONDA- BIZ125 KS e BIZ ES 2005, ano 2005 modelo 2006.

2005

2006

 

Número do Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JH2SC359*2M500033

JH2SC359*2M500064

MOTO HONDA - CBR 1100 XX - ano/modelo 2002

2002

2002

JH2SC359*3M600001

JH2SC359*3M600032

MOTO HONDA - CBR 1100 XX - ano/modelo 2002

2003

2003

 

Número do Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

JH2PC379*3M000002

JH2PC379*3M000128

MOTO HONDA - CBR 600 RR - 2003 e 2004

2003

2003

JH2PC379*4M100001

JH2PC379*4M100032

MOTO HONDA - CBR 600 RR - 2003 e 2004

2004

2004

 

Número de chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9C2MC35002R005124

9C2MC35002R016534

MOTO HONDA - CBX 250 TWISTER - ano 2001

2001

2001

 

Número de Chassis

Inicial

Final

Produto

Ano Inicial

Ano Final

9C2HA07005R050856

 

MOTO-HONDA- C100 BIZ, ano 2005 modelo 2005.

2005

2005

9C2HA07005R050927

9C2HA07005R052672

MOTO-HONDA- C100 BIZ, ano 2005 modelo 2005.

2005

2006

 

 

Honda convoca proprietários do modelo CG 125 Fan 2009 para recall

Posted: 05 Mar 2009 07:40 AM PST

A Moto Honda da Amazônia solicita aos proprietários do modelo CG 125 Fan 2009, com os chassis abaixo relacionados, a entrarem em contato com a Central de Atendimento Honda a partir de 05 de março, pelo telefone 0800 770 51 25, a fim de verificar a necessidade de comparecer a uma concessionária autorizada Honda para a substituição do tubo de combustível de sua motocicleta.

Algumas unidades podem apresentar danos neste componente, fato que, em casos mais severos, pode ocasionar vazamento de combustível e possível risco de acidente ou incêndio.

Para a comodidade de seus clientes, a Honda solicita prévio agendamento com a concessionária de preferência do proprietário. Os endereços e telefones podem ser obtidos pelo telefone 0800 770 51 25 ou no site www.honda.com.br.

Esta campanha se estenderá até 5 de setembro de 2009.

Versão KS: chassi de 9C2JC41109R000001 até 9C2JC41109R008398

Versão ES: chassi de 9C2JC41209R000001 até 9C2JC41209R007389

©2009 Motos Blog. Creative Commons 2.5.

.

 

 

OBS:

... O recall deve ser gratuito e, para que alcance seus propósitos, deve alcançar todo o universo de consumidores expostos aos riscos decorrentes dos defeitos detectados nos produtos ou serviços objeto do chamamento. Os consumidores por sua vez, no caso de reparos, devem exigir e guardar o comprovante do serviço efetuado. No Brasil, o instituto do recall está previsto no Código de Defesa do Consumidor, que o define em seu artigo 10, § 1º.

O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) entende que, por força da gravidade dos riscos insertos em tais casos, os fornecedores deveriam envidar todos os esforços que estivessem ao seu alcance, no sentido de dar à divulgação de tais procedimentos a maior abrangência possível. Além disso, o SNDC também discorda da imposição, pelos fornecedores, de qualquer prazo limite para a realização dos serviços necessários à plena regularização das condições dos produtos ou serviços objeto de recall. Enquanto houver no mercado produtos que apresentem os problemas que levaram ao chamamento, o fornecedor será responsável por sua pronta reparação, sem qualquer ônus para os consumidores, ainda que a campanha de chamamento estipule um prazo para seu encerramento.

 

1 - Bico injetor - Fim da picaretagem?

Montadora afirma ser desnecessária a limpeza de bicos, desmascarando
concessionárias que a incluem nas revisões periódicas.

Está mais complicado as oficinas das concessionárias enganarem seus
clientes ao incluir a "limpeza de bicos injetores" na relação de serviços
das revisões periódicas, pois já há pelo menos uma montadora afirmando
objetivamente, no manual do proprietário, que a operação é desnecessária.

A receita para o faturamento desonesto é simples: como o automóvel deve
ser levado à oficina autorizada para uma revisão "gratuita" sob pena de
perder a garantia do fabricante, os recepcionistas (consultores técnicos)
são instruídos a incluir - entre os itens previstos no manual - outros
serviços rigorosamente desnecessários, como a tal limpeza de bicos.
Outros preferidos das concessionárias são a descarbonização (que algumas
chamam de descontaminação) do motor, higienização do ar-condicionado,
limpeza do sistema de refrigeração, troca do fluido de freio, reaperto
geral, lubrificação de portas e maçanetas, etc. Alguns devem ser
realizados de fato, mas jamais na revisão de 10 ou 15 mil quilômetros. A
limpeza de bicos e a descarbonização, por exemplo, raramente são
necessárias.

A conseqüencia desta enrolação é que uma revisão obrigatória, que deveria
custar cerca de R$ 200 a R$ 300, acaba beirando ou ultrapassando os R$ 1
mil.

No manual
As oficinas das concessionárias, para convencer os motoristas a aprovar o
serviço, costumam alegar que a recomendação parte da própria montadora.
Como ninguém confere no manual se o item está relacionado ou não, o
serviço acaba sendo autorizado.

Mas agora, pelo menos uma montadora, a Ford, preocupou-se com o bolso do
consumidor e resolveu ser objetiva em seu manual, afirmando expressamente
não ser necessária a limpeza de bicos injetores nas revisões periódicas,
pois eles são autolimpantes. A explicação dos engenheiros das montadoras
é que os bicos (o nome técnico é válvula injetora) são submetidos a
pressões elevadíssimas na passagem do combustível e, por isso, é difícil
ou quase impossível a formação de resíduos em seu interior. Afirmam
também que existe de fato a possibilidade de problemas nos bicos, mas
que, neste caso, a solução é quase sempre sua substituição. Além disso, a
eventual limpeza de bicos só é necessária caso o motor apresente um
problema de desempenho: difícil de pegar, marcha lenta irregular ou com
variação de rotações. E nunca "preventivamente" , como insinuam os
consultores.

E as outras?
Se vale para a Ford, vale para as outras montadoras, por um simples
raciocínio: existem duas grandes fabricantes de sistemas de injeção (que
incluem os bicos) no Brasil, a Bosch e a Magneti Marelli. Que fornecem
para a Ford e também para outras marcas. Portanto, a observação da Ford
em seu manual vale para praticamente todos os demais modelos.

Quando um automóvel é levado para a revisão periódica e a concessionária
inclui no orçamento algumas operações não previstas pela montadora, o
dono deve negar e não autorizar sua execução, para evitar de pagar por um
serviço totalmente desnecessário. Se a oficina insistir, basta pedir que
seja verificada a relação oficial de itens prescritos para a revisão.

Empurroterapia
Muitas concessionárias aplicam uma fórmula simples de estimular os
recepcionistas da oficina a empurrar serviços desnecessários no momento
em que o carro é levado para a revisão: eles são comissionados pelo
faturamento conseguido à custa do desconhecimento do cliente. A limpeza
de bicos é justificada pela gasolina adulterada e a descarbonização (ou
"descontaminação") fica por conta do excesso de enxofre ou do óleo
lubrificante. Até na hora de receber o carro zero quilômetro o cliente é
vítima de golpe baixo: é quando se tenta enganá-lo com o "espelhamento"
da pintura, totalmente inútil e que prejudica a camada protetora aplicada
pela montadora quando o carro deixa a linha de montagem.

 

Boris Feldman - Estado de Minas

 

Comentários :

 

. Sei não. A minha  Honda  VTX  1800   estava com funcionamento na baixa normal, sem ratear, e não tinha notado desempenho fora da normalidade, pois já a tinha adquirido dessa maneira,  e   sempre ´´ papocava  muito ´´  na desaceleração.  Fiz a limpeza de bicos e limpeza das tubulações envolvidas, e  a máquina deixou de  ´´ papocar,´´   e aparentemente melhorou o seu desempenho.

Everaldo Patricio

 

 

2) História das Marcas de Motocicletas

 

6 - História da Triunph

História da Triumph, início modesto

Como um imigrante alemão esperto transformou uma pequena fábrica de bicicletas em uma grande empresa com uma produção de 30.000 motocicletas por ano. Jim Reynolds conta esta odisséia histórica.

A Triumph sempre teve alguma coisa de especial. Este nome está nos tanques das motos há 100 anos, e durante todo este tempo sempre houve destacadas personalidades e modelos que elevaram a companhia acima da multidão.

Em 1900, o nome Triumph designava bicicletas de pedal, fabricadas em Coventry e famosas pela qualidade do seu acabamento. O presidente da companhia era Siegfried Bettmann, um alemão que tinha migrado para a Inglaterra a fim de fazer fortuna, mas que jamais imaginou o sucesso que viria a ter.

Bettmann era um homem esperto e contratou um outro alemão, o engenheiro Mauritz Schutte, para supervisionar a área de produção. Schutte se interessava pelas novas motocicletas e, depois de pensar em fabricar os modelos de outras companhias sob licença, decidiu que a Triumph deveria fabricar suas próprias motocicletas.

Os primeiros modelos fabricados em 1902 eram primitivos pelos padrões de hoje, sendo basicamente estruturas reforçadas de bicicleta com um motor aparafusado a elas e acionamento através de correia. Naquele primeiro modelo, a Triumph utilizou o motor belga Minerva, num layout que se tornaria o padrão da indústria, com o motor numa posição inferior entre as rodas, tracionando a roda traseira.

Isto parece óbvio demais? Naquela época, os fabricantes estavam experimentando as mais diversas opções, uma delas até colocando o motor de acionamento atrás da roda traseira. O bom senso finalmente prevaleceu para todos, mas Mauritz Schutte na Triumph reconheceu a lógica deste layout já na sua primeira motocicleta.

Problemas com os motores comprados de terceiros levaram a companhia a produzir seus próprios motores, e em 1905 era lançado o seu motor com um ciclindro e 300 cc. Ele conquistou logo a fama de confiabilidade, mas seria superado em 1907 por um modelo de 450 cc e embreagem no cubo traseiro! Antes disso, a pessoa tinha que correr ao lado da moto e subir na sela depois de o motor pegar - naqueles dias, era preciso estar em boa forma física para andar de moto.

Naquele ano, Jack Marshall, um residente de Coventry e dono do "pub" The Royal Oak em Whitley (que existe até hoje) usou o novo modelo nas Corridas TT de Isle of Man, chegando em segundo lugar na categoria de um cilindro, apesar de não ter um dispositivo de pedal para ajudar nas subidas mais íngremes.

Em 1908 o regulamento da competição foi alterado - o dispositivo de pedal foi proibido, e a uma velocidade média superior a 40 milhas/hora (64 km/h), em estradas de cascalho e com pouquíssima freagem, Marshall ganhou a primeira TT com a Triumph. Foi um trajeto difícil, com uma queda logo no início depois uma parada para trocar um cano de escapamento quebrado.

Seu consumo de combustível era espantoso - gastava 2,4 litros para fazer 100 km! Naqueles dias pioneiros não havia indicações ("pit signals"), mas um companheiro corria ao lado do motociclista no trecho comprido de Creq Willies Hill e gritava para lhe dizer como estava indo.

A vitória de Marshall, ficando o Capitão Sir R. K. Arbuthnot RN em terceiro lugar com uma outra Triumph, deu um grande impulso às vendas, e em 1909 a companhia produziu 3000 motocicletas. Nenhum outro fabricante britânico obteve um sucesso tão grande, e o modelo popular de um cilindro foi desenvolvido para chegar a 500 cc e depois a 550 cc, com uma caixa de câmbio de três marchas, em 1913.

Aquele foi o ano em que Siegfried Bettmann foi eleito prefeito da cidade de Coventry e ele ainda ocupava este cargo em 1914, quando a Inglaterra entrou em guerra com a Alemanha. Foi uma época em que alguns patriotas mal orientados atiravam pedras nas vitrines de lojas com nome alemão; entretanto, lá estava um homem proveniente de um país inimigo, prefeito de uma importante cidade industrial e que fabricava motocicletas para o Exército Britânico. Era preciso ter uma personalidade muito especial para conseguir esta façanha!

A primeira Guerra Mundial de 1914-1918 havia começado há poucas semanas quando o telefone tocou na casa de Bettmann, num domingo de manhã. Era o Capitão Claude Holbrook do Ministério da Guerra, perguntando se a Triumph poderia enviar 100 de suas motocicletas Modelo H de 550 cc e um cilindro para a França naquela noite.

Bettmann reconheceu uma oportunidade de ouro e chamou o gerente da fábrica Carles Hathaway, que convocou todos os operários que conseguiu encontrar em casa. Naquela noite, 100 motos Triumph foram embarcadas para as tropas britânicas na França. Caso você ainda tenha alguma dúvida de que a Triumph sempre foi especial, este foi um atendimento imbatível.

Durante os cinco anos da guerra, a fábrica produziu 30.000 unidades do seu modelo simples, sólido e confiável de um cilindro para as Forças Armadas. A moto adquiriu tamanha fama que era conhecida como a "Trusty" (Confiável), pois os mensageiros sabiam que ela continuaria funcionando apesar da lama, da poeira e do terreno acidentado, enquanto eles se esquivavam de balas e bombas.

O Capitão Holbrook continuou em contato com a fábrica durante toda a guerra, e quando se desligou do Exército, no cargo de Tenente-Coronel, em 1919, entrou para a Triumph como Gerente Geral, depois que Schutte teve um desentendimento com Bettmann e foi destituído com uma indenização generosa.

A linha de montagem de bicicletas foi vendida e a Triumph entrou no mercado de automóveis.

O motor do seu primeiro veículo de quatro rodas foi desenvolvido pela Ricardo Engineering, mas havia algo de muito mais interessante do que um simples motor de automóvel proveniente daquele famoso consultor de engenharia. Por volta de 1921, o velho e bom motor de válvula lateral já era considerado um pouco lento, quando foi anunciado o novo modelo R (de Ricardo).

Suas quatro válvulas superiores e o pistão de liga, de topo côncavo, formavam uma câmara de combustão que era quase um hemisfério perfeito; em termos de dinâmica, o motor tinha uma potência robusta de 20 cavalos -- ínfima pelos padrões de 2002, mas que há 80 anos era um verdadeiro "avião".

Na pista de provas de Brooklands, em Surrey, o veículo fez 100 voltas com velocidades entre 65 e 80 milhas por hora. O imortal Riccy tinha realmente chegado lá e a fábrica inscreveu no TT uma equipe de três, bem como uma segunda equipe de "correia e braçadeira" com três dos velhos e confiáveis modelos de válvula lateral.

Entretanto, o novo modelo vistoso não se saiu bem, sendo que George Shemans foi o único a terminar a corrida, em 16° lugar. Uma das motos mais antigas chegou em 5° lugar, uma tartaruga em relação à lebre de Ricardo... George Shemans foi contratado como motorista e piloto de testes da fábrica e teve como sucessor na Triumph o seu filho Jack, que trabalhou com a maioria dos carros de corrida da companhia nas décadas de 60 e 70.

O modelo Ricardo provou a sua velocidade com uma série de recordes mundiais em 1922, incluindo a milha com uma velocidade de quase 84 milhas/hora (134 km/h), e Walter Brandish de Coventry conquistou com este mesmo modelo um segundo lugar, na corrida Isle of Man Senior TT.

Ele era um favorito natural na corrida de 1923, mas teve um acidente num treino que o deixou com a perna quebrada e o impediu de participar da corrida. Seu único consolo foi que a curva do acidente foi batizada com seu nome - Brandish é a curva rápida para a esquerda após o retão de Creg-ny-Baa.

O fato é que o Riccy nunca realmente chegou a ser um carro de corrida, pois sua estrutura não era tão rápida quanto o seu motor, e o entusiasmo pelas corridas desapareceu na fábrica, quando as vendas diminuíram com o aumento dos preços causado pela inflação. Parecia que a bolha de vendas iria rebentar.

Entretanto, esta era uma companhia habituada a produzir um grande volume de motos. Eles precisavam manter a linha de produção ocupada e não tinham medo de enfrentar o desafio e chegar a uma resposta. O modelo LS de 350 cc, lançado em 1923, custava 69 libras, e em 1927 o preço havia baixado para 39 libras -- os tempos difíceis tinham chegado e os fabricantes com pequeno volume de produção desapareceram à medida que chegavam as contas, e depois os síndicos de falências.

Na Feira de Motocicletas de Londres em 1924 apareceu a resposta da Triumph, o sensacional Modelo P de 500 cc, um cilindro e válvula lateral. Não importa que seu modelo consagrado SD de 550 cc estivesse com o preço de 83 libras; o Modelo P era uma moto de 500 cc, despojado de todo o supérfluo, e custando apenas 42,87 libras. Siegfried Bettmann demonstrou sua coragem como líder ao assinar contratos de componentes para fabricar 20.000 unidades do novo modelo, obtendo assim um preço excelente dos fornecedores, que precisavam urgentemente de trabalho para manter suas fábricas em funcionamento.

Como de costume, Bettmann acertou em cheio. Seis meses após o lançamento do Modelo P, a fábrica atingiu um novo recorde de produção, de 1000 motos em uma semana -- números que hoje são conservadores, mas que naquela época eram sensacionais. Naquele fim de semana houve uma grande festa na quadra de esportes da fábrica, à qual compareceram 5000 pessoas, entre operários da Triumph, revendedores e amigos.

Este não era um modelo esporte de qualidade de topo, mas uma medida de emergência eficaz que salvou a companhia. Tinha um freio dianteiro copiado de uma bicicleta de pedal, a extremidade maior era fraca e as válvulas entravam diretamente no ferro do cano do cilindro em vez de passar por guias apropriadas. Mas ele vendia na África do Sul, Austrália e Índia, e um total de 1000 unidades chegou a ser despachado para o Japão.

Ao fim de 1925 o lote inicial de 20.000 tinha sido vendido e Bettmann se comprometeu com uma segunda série de 6.000 motos. Isto manteve a fábrica ocupada até 1927, mas então o modelo já parecia muito antiquado, e quando a linha de produtos de 1929 foi anunciada, o Modelo P era apenas uma lembrança.

Naquela época, a produção era de 30.000 unidades por ano, de longe a maior da indústria. A Triumph manteve a simplicidade na sua linha -- mesmo o sucessor do modelo esporte Ricardo de quatro válvulas era um modelo de duas válvulas sem qualquer sofisticação -- e usou uma política de preços agressiva (em 1930, o Modelo CSD de 550 cc tinha o preço de lista de 39,87 libras), na sua comercialização durante os anos difíceis da depressão e o período de recuperação na década de 30.

Durante este período, eles ofereceram a moto Triumph mais barata de todos os tempos, o Modelo Gloria de 98cc, de duas velocidades e dois tempos, listado na ocasião ao preço de 16 guinéus, correspondente a 16,80 libras em dinheiro de hoje.

Em 1932, o projetista Val Page ingressou na Triumph, tendo saído da fábrica Ariel em Birmingham. Este homem tranquilo e pensativo foi um dos verdadeiros gigantes da indústria, com uma carreira que se estendeu desde a década de 20 até a época em que criou a revolucionária Ariel Leader de 250 cc em 1958.

Instalado na Triumph, ele continuou a sua tarefa de produzir uma nova linha e em 1934 suas motos iam desde um modelo de 148 cc e dois tempos com acionamento Villiers, até o modelo de cilindros gêmeos paralelos de 650 cc. Sim, Page projetou a primeira moto de cilindros paralelos da Triumph, e existiu um modelo de 650 cc muito antes que o tipo se tornasse a Motocicleta Britânica Padrão da década de 60.

Juntamente com o modelo de cilindros gêmeos, equipado com uma antiquada mudança da marcha manual, havia os modelos despojados e enxutos de um cilindro, de 250, 350 e 500 cc. Mas a nova moto de cilindros gêmeos é que recebeu a publicidade, e o gerente de vendas Harry Perrey levou o protótipo e o assento lateral para a Prova Internacional de Seis Dias, e perdeu apenas cinco pontos conquistando a cobiçada Medalha de Prata.

Após uma desmontagem e exame, o mesmo equipamento foi levado para Brooklands, onde uma equipe de motociclistas percorreu 500 milhas em 500 minutos. A companhia ganhou o cobiçado Troféu Maudes por esta demonstração da robustez da nova moto. Mas a dura realidade é que as vendas eram fracas.

A operação não estava dando bons resultados para a companhia e enquanto a Divisão de Motos cortava custos e mantinha a produção durante a depressão, o pessoal da Divisão de Carros resolveu entrar no mercado de luxo. Bettmann foi rebaixado e o Sr. Graham, nomeado pelo banco, assumiu o comando. Mas ele não foi capaz de resolver os problemas da companhia e decidiu que a solução seria vender a Divisão de Motocicletas.

Jack Sangster, que havia adquirido a antiga companhia de motocicletas Ariel e a havia recuperado, entrou em cena. Ele adquiriu a Divisão de Motocicletas da Triumph em janeiro de 1936, nomeou Siegfried Bettman como presidente e obteve o financiamento necessário para a recuperação.

A Triumph estava novamente de pé, com a pessoa certa no comando, uma nova linha de motos para vender e um alto astral no chão da fábrica. E entrou uma nova personalidade como projetista chefe e gerente geral - Edward Turner. O próximo grande salto para diante estava à vista.

A chegada à Triumph de um jovem e talentoso projetista chamado Edward Turner mudou os destinos da companhia, na década de 1930. Cerca de uma década mais tarde, a Triumph estava ingressando nos anos 50 como líder mundial em motociclismo.

Edward Turner era o homem que poderia proporcionar à companhia um novo enfoque e talento, mesmo se para isso tivesse que desagradar a algumas pessoas.

Ele começou reduzindo ligeiramente os salários e aumentando o preço dos modelos menores de motocicleta, que estavam dando prejuízo. Em seguida, ele disse ao gerente de vendas de que daí em diante seria um gerente de área, fazendo visitas a clientes em vez de ficar no escritório.E Turner reformulou o estilo dos modelos de um só cilindro, que eram o principal produto da companhia, dando-lhes uma aparência mais acentuada. As vendas começaram a deslanchar.

Em julho de 1937, foi anunciada a contribuição histórica de Edward Turner para o motociclismo britânico. O modelo Speed Twin paralelo de 500 cilindradas oferecia ao público a potência de dois cilindros com o peso e ao preço de um cilindro, com a vantagem de um funcionamento mais macio e melhor aceleração e flexibilidade do motor.

O som do escapamento também era muito bom, e foi um sucesso instantâneo; a fábrica de Coventry trabalhou a todo vapor para atender à demanda. Em 1938 foi lançada a moto Tiger 100, a versão esportiva da Speed Twin, com a velocidade maxima sugerida pelo seu nome (100 milhas/hora).

Turner tinha um toque mágico quanto a idéias de estilo e layout, mas era uma negação como especialista em corridas. Dois moços promissores, Ivan Wickstead e Marius Winslow vieram falar com ele na Feira Anual de Motocicletas, e pediram que lhes cedesse a nova Speed Twin para tentar bater o record da volta para motos de 500 cilindradas em Brooklands. Turner duvidou da capacidade deles e não lhes deu atenção.

Com esta atitude, ele demonstrou falta de visão. Brookland era o circuito com curvas reversas onde o pessoal da velocidade era notícia, quebrande recordes que os fabricantes felizes então anunciavam ao público. Acontece que Wickstead e Winslow não desanimavam facilmente (um traço natural daqueles que quebram recordes), e compraram a Triumph de um revendedor.

Cuidadosamente preparada, com o motor envenenado e as peças reduzidas ao peso mínimo possível, a moto foi desenvolvida para a grande tentativa. Em outubro de 1938, Wickstead estabeleceu o novo recorde de 118 milhas/hora para motos de 500cc.

Edward Turner publicou anúncios de página inteira e convidou os parceiros a virem a Coventry para discutir seus planos futuros. Entretanto, tudo isto foi interrompido quando as ambições de Adolf Hitler incendiaram a Europa. Brooklands nunca mais abriu como pista de corridas, de modo que Wickstead e a Triumph mantiveram o recorde de 500cc para sempre.

Vamos tentar avaliar a importância da Speed Twin naquela época. O modelo de dois cilindros da Triumph derrubou as vendas dos outros fabricantes, os quais tiveram que lutar para vender seus modelos tradicionais de um cilindro.

Norton, a grande companhia de veículos de corrida, anunciou que não apoiaria oficialmente as corridas em 1939 e concentraria seus esforços na produção de motos para mensageiros, para as forças armadas.

“Isto é besteira”, disse o falecido Freddie Frith, um membro da equipe da Norton naqueles tempos distantes, quando eu o entrevistei na década de 80. “Eles não conseguiam vender suas antigas máquinas de um cilindro diante da competição da Triumph, e precisavam dos pedidos dos militares para sobreviver. Eles não podiam se dar ao luxo de competir em corridas!” Talvez a antipatia de Edward Turner pelas competições não demonstrasse tanta falta de visão.

Quando a guerra estourou em 1939, a Triumph desenvolveu uma moto leve de dois cilindros e 350 cilindradas para uso militar, mas a fábrica na Priory Street foi completamente destruída num ataque aéreo a Coventry. Num dia era uma fábrica em pleno funcionamento, e no dia seguinte um esqueleto fumegante.

Foram encontradas instalações provisórias em Warwick, mas a real importância desta tragédia aparente foi a concordância do governo em ajudar a companhia a construir uma fábrica inteiramente nova, fora da cidade. Foi na aldeia de Meriden, mas as obras só começaram depois que as objeções do Conselho do Distrito Rural de Meriden foram vencidas pelo poder de Whitehall. Em 1942, a nova fábrica estava em operação, produzindo as motos 3HW de um cilindro e de 350cc para as forças armadas, contribuindo assim para o esforço de guerra.

Quando veio a paz, em 1945, a companhia ofereceu uma versão civil da 3H, a Speed Twin e a Tiger 100, e um novo modelo, o 3T de dois cilindros e 350 cilindradas. O modelo de dois cilindros era equipado com forquilhas telescópicas, uma novidade para a Triumph, mas que havia sido introduzida pela companhia Matchless, sediada em Londres, no seu modelo militar, em 1941.

A Matchless criticou a Triumph pelo fato de copiar o que ela dizia ser sua própria idéia; Turner respondeu com anúncios de página inteira dizendo que “nem tudo que reluz é ouro”, e sugerindo que a versão da Triumph era superior. Na realidade, as forquilhas telescópicas apareceram pela primeira vez nas BMWs na década de 30, e foram estas que a Matchless havia copiado!

As competições na Ilha de Man foram retomadas em setembro de 1946, com o Grande Prêmio de Manx. O fazendeiro irlandês Ernie Lyons competiu com uma Triumph que aparentemente não tinha nada a ver com a fábrica de Meriden, onde todos os esforços eram concentrados no desenvolvimento de novos modelos para a estrada.

Mas Freddie Clarke, um homem com um longo currículo em competições, tinha colaborado para o desenvolvimento de um veículo de corrida pelos irmãos McCandless em Belfast. Tudo isto na surdina e sem informar o encarregado...

O GP Manx para motos de 500cc foi disputado com chuva torrencial. Ken Blils, vencedor em 1938, era o favorito absoluto com uma Manx da Norton, preparada pelo grande Steve Lancefield, mas Ernie Lyons, quase desconhecido na Inglaterra, foi rápido na pista molhada, enquanto Blils foi mais cauteloso.

O homem da Triumph ganhou a corrida, uma vitória famosa, e logo a Triumph estava oferecendo um veículo de corrida de 500cc, o Grand Prix. Ele tinha um som de escapamento maravilhoso em escapamentos abertos. A aderência à pista não era das melhores, mas ele ganhou algumas corridas importantes, especialmente o GP Manx de 1946, pilotado por Don Crossley, da Manx. Mas ele não podia competir com o Manx bem desenvolvido da Norton e saiu de linha no início dos anos 50.

As corridas na estrada podem não ter sido o esporte favorito de Turner, mas ele reconheceu estas provas como uma boa maneira de demonstrar as qualidades de uma moto. Na Prova Internacional de Seis Dias de 1948 (atualmente ISDE), a equipe britânica que competia pelo Troféu Internacional incluía três motos Triumph 500, especialmente preparadas e usando os cilindros de liga leve que eram utilizados no motor quando ele funcionava como unidade geradora em aviões durante a guerra.

A equipe Trophy levou para casa o Grande Prêmio daquilo que é, na realidade, a Olimpíada do motociclismo. No fim do ano, foi anunciado o modelo TRS Trophy. Foi mais um sucesso, preferido tanto por pilotos de teste como por motociclistas de estrada.

Se você alguma vez tiver a oportunidade de experimentar uma daquelas Trophy 500, agarre-a com as duas mãos. Um exemplo vai lhe dizer tudo sobre a atração exercida pela Triumph há 50 anos, com um motor macio e flexível, peso reduzido e uma facilidade maravilhosa de manejo.

Em velocidades maiores, a moto é um pouco instável, mas ela não foi projetada para ser um veículo de corrida. Ela foi desenvolvida para percorrer terrenos difíceis, em qualquer estrada secundária, viela ou trilha de carroça que você venha a encontrar. Atualmente, uma TRS legítima vale um bom dinheiro, e se você tiver a felicidade de experimentá-la, verá por quê.

Além de dar uma contribuição valiosa para ajudar o Trophy no ISDT de 1948, a Triumph havia inscrito uma equipe de três elementos da fábrica e levado o prêmio da equipe do fabricante. E ela repetiu a façanha em 1949, 1950 e 1951. Liderados por Jim Alves, um homem de Somerset com um toque delicado no acelerador, eles tiveram um enorme sucesso. Quando a ACU criou o “Trials Driver’s Star”, um nome antigo e um pouco estranho para o campeonato britânico de pilotos de prova, o vencedor no seu primeiro ano foi o talentoso Sr. Alves.

Em 1949, houve uma outra conquista com o lançamento do 6T de 650cc. Ele foi desenvolvido para atender à demanda do mercado americano por maior capacidade e maior facilidade para percorrer suas estradas longas e retas. Ele recebeu um nome tirado do folclore americano - Thunderbird. A poderosa Ford Motor Company também gostou deste nome quando desenvolveu um carro esporte, e na realidade obteve a autorização da Triumph para usá-lo.

O lançamento do Thunderbird foi um exemplo de como fazer as coisas da maneira certa. Em setembro, três motos foram conduzidas no circuito de velocidade de Montihery, ao sul de Paris, percorrendo 500 milhas. Duas delas tiveram uma média superior a 90 milhas/hora e a terceira, prejudicada por uma rachadura no tanque de combustível, teve a média de 86 milhas/hora para o percurso todo. Depois, todas elas deram a volta final a mais de 100 milhas por hora - o som mágico do qual muito se falava, mas que era raramente atingido numa moto de estrada. Foi uma demonstração sensacional da velocidade e resistência da nova moto, e a publicidade foi enorme.

Melhor ainda, não se tratava de desenvolvimentos especiais que seriam copiados e colocados à disposição de qualquer pessoa dentro de alguns meses. Se você ficasse impressionado com a notícia da nova moto e fosse até o revendedor Triumph da sua localidade para ver como ela era, lá estava ela no showroom.

A moto se parecia muito com o Speed Twin tradicional, com a mesma estrutura, a nacela bem arrumada que envolvia o farol e um motor que por fora parecia similar. Seu acabamento era numa cor azul característica, um pouco berrante para o gosto de algumas pessoas numa época em que a maioria das motos eram pretas, mas estas características tornavam a Thunderbird inconfundível.

A Triumph entrou na década de 50 e em um período de prosperidade crescente, com uma linha muito forte de motos de 2 cilindros e 350, 500 e 650 cilindradas, que atendiam à maioria das preferências para percursos em estradas. A aparência das motos era realmente ótima. O Tiger 100 do início da década de 50, com seu “uniforme” característico prateado e preto, é uma das motos mais bonitas de todos os tempos no mundo inteiro - seu preço era acessível e ela estava disponível. A fábrica Triumph de Edward Turner tinha tudo para ser um líder mundial.

 

 

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5 - História da  Harley-Davidson

A história da Harley-Davidson começou com uma idéia em 1901. Os donos dessa idéia eram dois jovens: Willian S. Harley, de vinte e um anos e seu amigo de infância Artur Davidson, de vinte anos. Ambos trabalhavam para a mesma firma de automotivos manufaturados. Willian, como desenhista de esboços e Arthur, como criador de padrões. Assim, como os pioneiros dos automóveis, eles eram desenhistas por hobby e tinham seus próprios projetos, com o desejo de colocá-los em prática. Na mesma fábrica em que trabalhavam, havia um projetista alemão que tinha alguns conhecimentos sobre as novas fábricas de motocicletas européias. Esses conhecimentos levaram à primeira experiência de Harley em construção de motocicletas, com o projeto de um pequeno motor à gasolina refrigerado a ar, em que ele gastou várias tardes experimentando em uma oficina na garagem. Com pouco dinheiro e ferramentas não muito boas, o projeto foi progredindo e ele viu que não poderia fazê-lo sem a ajuda de um bom mecânico. Arthur Davidson tinha um irmão chamado Walter, um mecânico treinado que viajava pelo país com seu trabalho de mecânico de estrada de ferro. Walter foi a Milwaukee para o casamento do seu 3º irmão, Willian Davidson, quando foi convidado por Bill Harley e Arthur Davidson para dirigir sua nova motocicleta assim que estivesse pronta, com a condição de ajudá-los a construí-la. Assim, compartilhando do entusiasmo dos dois, Walter permaneceu em Milwaukee. Não demorou muito até William Davidson juntar-se ao grupo, ajudando-os com suas habilidades de fabricante de peças. A assistência para resolver vários problemas mecânicos veio de um projetista alemão. Um amigo emprestou sua loja para servir de oficina, onde eles começaram a construir o motor. Semanas depois, a primeira Harley-Davidson começou a tomar forma. O maior problema era a falta de peças, obrigando-os a construí-las a partir de materiais preexistentes. O carburador foi feito de uma lata de molho de tomate, e a primeira vela, disse Bill Harley, "era maior que uma maçaneta de porta". O primeiro motor foi acoplado a uma bicicleta e era de 21/8 X 27/8 polegadas, 25 cilindradas e 3 cavalos de potência. Alguns testes revelaram que o motor era um pouco fraco, pois em subidas o motorista tinha de pedalar para ajudar o motor. Além disso, uma bicicleta comum era muito frágil, obrigando-os a voltar para a prancheta. O novo motor foi ampliado para 3 X 31/2 polegadas. Muito tempo foi gasto na procura de um carburador satisfatório. Um quadro circular foi desenvolvido para substituir o quadro "diamante" da bicicleta para acrescentar mais força. Em 1903, Harley e os irmãos Davidson estavam prontos para colocar a idéia em prática. 1903 foi ano de grandes revoluções no mundo dos transportes. No ano em que Harley e Davidson estavam iniciando a produção de sua motocicleta, algumas montadoras de automóveis surgiram como, por exemplo, o pioneiro Henry Ford e seu pioneiro "modelo - T", ao mesmo tempo que os irmãos Wright faziam o vôo motorizado. Em Milwaukee a produção de motocicletas precisava de mais espaço, pois a loja do amigo não mais comportava a produção. Com a ajuda do pai, carpinteiro que trabalhava para Davidson, Willian C., uma "fábrica" de 3,3 X 4,95 metros, foi erguida no quintal da casa de Davidson. E com a pintura do nome "Harley - Davidson Motor Co.", na porta, nascia a lenda.


Durante o ano de 1903, a Harley - Davidson Motor Company, construiu a exuberante quantia de 3 motocicletas. Todas as 3 foram compradas e pagas antes de serem finalizadas. A primeira das 3 foi vendida para Meyes, que pilotou 6.000 milhas antes de vende-la para George Lyon, que andou 15.000, vendendo-a depois para outros 3 donos que juntos somaram mais de 62.000 milhas. Em 1913, a Harley - Davidson foi anunciada como a primeira motocicleta a cobrir mais de 100.000 milhas, e continuar funcionando com suas peças originais. Devido ao fato das motos saírem da fabrica pintadas da cor cinza, as motos Harley - Davidson ganharam o apelido de "Silent Grey Fellow", (o cara cinza silencioso), pois a fábrica condenava a prática de abrir o silencioso do escapamento para uma maior emissão de ruído. Em 1904, a fábrica original dobrou de tamanho e a produção passou para 8 motos. No ano seguinte, a fábrica dobrou novamente de tamanho, e em 1905 contratou o primeiro funcionário além dos quatro fundadores. Um empréstimo foi feito em 1906, destinado à construção do primeiro prédio na "Juneau Avenue", um centro comercial em Milwaukee. O prédio tinha 9.24 X 26.4 metros. Assim que a estrutura do prédio estava erguida, surgiu um problema por estarem no caminho da nova linha da estrada de ferro. Com a ajuda de 10 homens, mais os 4 fundadores, foi erguido o prédio inteiro, movendo-o um metro, salvando assim toda a construção. A produção aumentou para 50 motocicletas e 5 novos funcionários foram contratados. As motos começaram a ganhar suas primeiras melhoras, sendo uma delas a introdução da filosofia de design. Com isso, os 4 fundadores largaram de seus regulares para se dedicarem inteiramente à nova companhia. Só em 1907, a companhia consolidou-se. Walter Davidson tornou-se o presidente; William Harley, o engenheiro chefe e tesoureiro; Arthur Davidson, gerente de vendas; e William Davidson, gerente de trabalho. Neste mesmo ano, a produção triplicou, e foi efetuada a primeira venda de motocicletas para serviços policiais.

Em 1908, Bill Harley começou a desenvolver um motor mais poderoso. O motor de um cilindro da Harley - Davidson era muito popular entre os motociclistas. O antigo motor cresceu para 35 polegadas, 10 a mais do que quando surgiu, 4 cavalos e velocidade máxima de 45 milhas por hora. Bill decidiu aumentar a potência do motor, pelo uso de cilindros duplos. O resultado disso foi o projeto da marca registrada da Harley - Davidson: o motor V-Twin, de dois cilindros dispostos em 45O. O novo motor foi introduzido em 1909, com 61 polegadas cúbicas, capaz de produzir 7 cavalos de potência e velocidade máxima de 60 milhas por hora. Neste ano foram produzidos 27 motores V-Twin. Em 29 de junho de 1908, a Harley - Davidson participou de sua primeira competição, o enduro New York's Catskill Mountains, com o próprio Walter Davidson correndo com a única Harley da prova. Entre 61 corredores, Walter foi o campeão, aumentando assim a fama da companhia. A fábrica voltou a dobrar de tamanho em 1909, ficando com 1570 metros e 35 trabalhadores, com a produção de 1000 motos. Durante os anos de 1907 até 1913, o espaço de trabalho dobrou todo ano. No fim de 1913, este espaço era de 62 metros e no ano seguinte, o espaço total era de 98 metros. Em 1911 o motor Twin vinha com um novo quadro e a opção de partida magnética ou a cabo. Mas 1912 foi um ano de grandes inovações. O modelo X8E, de 61 polegadas cúbicas, foi o primeiro sucesso comercial de embreagem, um mecanismo desenhado por Bill Harley. Com isso foi possível o uso de uma corrente para impulsionar a moto. Foi colocado um manete na mão esquerda, permitindo que a tração da roda traseira fosse cortada quando a moto parasse. Neste mesmo ano foi introduzida uma suspensão central e uma combinação de válvulas na cabeça do cilindro.

Durante 1913, a companhia ganhou as 3 primeiras colocações em uma corrida de 225 milhas. Neste mesmo ano, um novo modelo de motor foi lançado, chamado 5 - 35, cujo nome foi dado devido às especificações do motor, 5 cavalos e 35 polegadas cúbicas. A Harley - Davidson introduziu o pedal de partida em 1913. Até então, as motos eram ligadas pedalando ou no tranco. O breque traseiro, afogador e transmissão de duas marchas também eram partes do conjunto, e no ano seguinte, as motos vinham com a revolucionária transmissão de 3 marchas. Em 1914, Bill Harley estabeleceu o departamento oficial de corridas, deixando de ignorar os corredores independentes. No próximo ano, as motos Harley - Davidson alcançaram um total de 25 grandes vitórias. Também em 1914, a primeira guerra mundial estava para estourar na Europa, e quando os Estados Unidos entraram no conflito, a Harley estava pronta para fazer a sua parte. Em abril de 1917, os EUA entraram no conflito e toda a indústria de motocicletas voltou-se para a produção militar. Durante este período, com a produção de motocicletas para civis suspensa na Inglaterra, os motociclistas que não estavam no combate foram obrigados a olhar para motos de fora, fazendo com que a fama da Harley aumentasse ainda mais. Antes do fim da guerra, mais de 20.000 motos foram despachadas para a Europa, a maioria delas vinha de Milwaukee. A Harley - Davidson começou a publicar sua revista, "The Enthusiast", em 1916. Ela mantinha os motociclistas informados sobre o porquê das motos no combate. Esta publicação continua até os dias de hoje, sendo a revista de motocicletas que mais tempo foi publicada na América do Norte. A guerra também foi responsável pelo surgimento de outra tradição da Harley, que continua até hoje. Em 1917, a primeira escola de treinamento da Harley - Davidson foi feita para treinar militares a consertar e manter as motos funcionando. A escola continuou após a guerra, para formar mecânicos qualificados. Um dos fatos mais marcantes da guerra, foi o comandante Roy Holtz ter se perdido com sua Harley durante uma ação militar, dirigindo a noite toda até chegar em uma casa de fazenda, onde acabou ficando como prisioneiro pois estava num quartel alemão. Após ser libertado, o comandante Holtz foi condecorado como o primeiro "Yank" a entrar na Alemanha; pilotando sua Harley - Davidson. Com o fim da guerra a produção voltou ao normal, com exceção do verde, que passou a ser a cor original das motos por alguns anos, mas foi substituído pelo popular cinza.Como a produção inglesa de motos civis havia parado entre 1914 e 1918, o mercado mundial da Harley cresceu bastante, por isso, boa parte da produção estava voltada para a exportação. Neste ano, as motos de um cilindro foram banidas da marca. Em 1919, foi lançado um modelo sport de 37 polegadas cúbicas, porém não foi um sucesso e saiu de linha em 1923. No ano seguinte, outro modelo, o 20-J V-Twin , saiu de fabricação com um sistema elétrico. Em 22 de fevereiro de 1921, a Harley foi a primeira moto a ganhar uma corrida com a grande velocidade de 100 milhas por hora.
Mais uma vez, revolucionando o mundo das motos, a Harley lançou um modelo de 74 polegadas cúbicas. As melhorias nas motos continuaram através dos anos 20. Um novo sistema de lubrificação apareceu em 1924. E em 1926, surge o tanque em forma de gota, que virou marca registrada da companhia. Dois anos depois, um limpador a ar de carburador foi instalado. A válvula WL - 45 polegadas surgiu em 1929, e tornou-se sucesso, pois combinava o poder do motor em V, com a agilidade do motor simples. Porém também em 1929, a indústria de motocicletas e a indústria automobilística passaram por uma crise devido à falta de dinheiro para adquirir um transporte individual. Muitas fábricas fecharam. Nesta época, as motocicletas tornaram-se objeto de recreação. A Harley - Davidson, assim como as outras, também foi atingida, fazendo com que a produção baixasse de 32.000 motos por ano para 6.000 até 1933. O mercado que sustentava a fábrica neste período, foi a produção para a polícia e o exército. As exportações também eram uma fonte de renda muito importante nesta época. O carro de 3 rodas, foi lançado em 1932, e tinha 45 polegadas cúbicas, com seu motor em V. A intenção era torná-lo muito popular como veículo de entregas e de uso policial. Com o fim da crise em 1933, a Harley, para atrair compradores, começou a pintar as motos em várias cores diferentes e colar decalques. Com esse tipo de inovação, nasceu o estilo Harley - Davidson de possuir sua motocicleta com características próprias. Assim, foram surgindo os acessórios, que hoje fazem parte da história da Harley.

Fundadores da Harley-Davidson


Em 1936, os motociclistas queriam mais potência, surgindo então o motor de 80 polegadas cúbicas, com válvula lateral. Pouco tempo depois, seria lançado o motor de 61 polegadas cúbicas, com válvula sobre o cabeçote, que se tornou um sucesso indiscutível. Ele foi chamado de "Knucklehead" e trazia o dobro de cavalos da antiga "61", além de quadro espiral duplo, garfos e rodas reforçados, câmbio de quatro marchas e o primeiro sistema de circulação de óleo. Em 1937, o "Knucklehead" 61'S fez o recorde de velocidade em Daytona Beach, 136.183 mph, com o legendário Joe Petralli pilotando. Em 1940, cabeçotes de alumínio eram parte integrante de 61 e, opcionais na 45 e 74. Outro opcional era o pneu de 500X16. Um super modelo de 74 polegadas cúbicas (cu. in.), com válvula no cabeçote começou a ser produzido no final de 1941. Porém, antes de ser apresentado ao público, as bombas começaram a cair em 7 de Dezembro, fazendo novamente com que a produção voltasse para uso militar. O governo Norte Americano chamou as duas maiores fábricas de motocicletas (Harley e Indian) para suprir as forças aliadas com motos, já que os nazistas haviam destruído as fábricas inglesas. Imediatamente após o ataque à Pearl Harbor, toda a produção da Harley-Davidson voltou-se para o governo. Até o fim da guerra, aproximadamente 90.000 motos haviam sido construídas e despachadas para a Europa e peças para construção de outras 30.000 sobraram nos EUA. Isto gerou para a companhia o prêmio de excelente produção em tempos de guerra. A guerra também foi responsável pelo aparecimento de um motor Twin único. Ele foi chamado de XA, e possuía 45 polegadas cúbicas ( cu. in. ). O que o fazia único era a posição dos cilindros, que eram opostos na horizontal. Ele foi feito para ser usado pelos aliados no deserto da parte norte da África, mas somente 1.000 foram produzidos. Mas houve uma moto que marcou história, a lendária 45-WLA, que se tornou uma lenda por mérito de seu excelente funcionamento.
Com o fim da segunda guerra mundial, a procura por motocicletas cresceu muito. O primeiro passo foi substituir as antigas válvulas laterais de 74 e 80 polegadas pela nova e poderosa "74", válvula sobre o cabeçote, cuja companhia começou a produzir antes da guerra, em 1941.

Em 1948, a nova "74" vinha com comando de válvula hidráulico e cabeçote de alumínio. Um dos melhores motores que o mundo já viu acabava de nascer, o famoso "Panhead". Devido a necessidade de mais espaço, a Harley comprou um moderno galpão em Wauwatosa, subúrbio de Milwaukee. Mais tarde, no verão deste mesmo ano, foi lançada uma moto de 125cc, com um cilindro simples que fazia com que a moto pesasse menos. Ela foi a contribuição da Harley - Davidson para aqueles que queriam uma moto, mas precisavam de algo menor, mais leve e mais barato do que as grandes V-Twin. Com a volta das corridas, ficou comprovada a supremacia da Harley. 7 entre os 10 primeiros colocados na corrida de Daytona pilotavam motos Harley - Davidson. E em 1948, a companhia ganhou 19 dos 23 campeonatos nacionais. Em 1949, foram introduzidos os garfos dianteiros Hidráulicos, dando origem a Hidra-Glide. Agora, uma nova geração de Harleys e Davidsons preparava-se para assumir a companhia. Com a morte de Willam A. Davidson em 1937, Walter em 1942 e Bill Harley em 1943, começou uma dura fase para a companhia, sua cidade e para todo o mundo dos motociclistas. Mas a tradição familiar continuou. William H. Davidson, começou a trabalhar na companhia em 1928 como operário. Alguns anos depois, Gordon Davidson entrou no departamento de vendas, e mais tarde, William J. Harley e Walter C. Davidson foram trabalhar na loja. Willian H. Davidson foi o sucessor de Walter Davidson na presidência da companhia, ficando por mais de 3 décadas. Com a morte do último dos 4 fundadores, Arthur Davidson, em um acidente de carro, em 3 de Dezembro de 1950, a nova geração da Harley ficou por sua própria conta. Grandes mudanças ocorreram nos anos de 1952 e 53, os anos em que Marlon Brando tornou-se um superstar com os filmes "On the Waterfront" e "The wild One". Peças cromadas nos anéis dos pistões foram colocadas em todos os modelos. O modelo K de 1952, com 45 cu. in., tomou o lugar da 45-WL. Ela vinha com um quadro diferente, garfos dianteiros hidráulicos e suspensão traseira. Um modelo de 165cc. de um cilindro, substituindo o de 125cc. em 1953, e a de 61 cu. in. desapareceu, já que a "74" se tornou muito mais popular. 1956 foi o ano em que o Rock n' Roll tomou conta dos EUA. Em maio deste ano, a revista "The Enthusiast", publicou um artigo entitulado "Quem é Elvis Presley?", o jovem cantor de Memphis que apareceu na revista com sua motocicleta favorita, uma Harley - Davidson 1996 KH.

Em 1957, a Harley lançava um de seus modelos mais famosos, o XL Sportster, pai das "Superbikes". Suas 55 cu. in. com válvula sobre o cabeçote, substituiria a veterana 55 cu. in. KH. No ano seguinte, um modelo mais forte da Sportster surgia, a XLCH (Competition Hot). A Hydra-Glide deu passagem para a Duo-Glide, em 1958, com suspensão traseira hidráulica, junto com a dianteira. Tinha também breque traseiro hidráulico. Uma 125 cc. "Hummer" foi adicionada à linha das Light Weights (peso leve)., substituindo a M-125. Em 1960, a Harley tornou-se internacional, a partir de um acordo com a Aeronáutica Maechi S.p.a., em Varese, Itália. Nos 18 anos seguintes, as linhas de leve e médio peso foram produzidas lá. Máquinas de 50 para mais cilindradas, com nomes como Shortster, Legero, Baja, Z-90, as séries SS e SX e a Sprint vinham da conexão Milwaukee-Itália. Até uma Scooter, meio futurista, com 165cc., câmbio automático e corpo de fibra de vidro apareceu em 1960, e foi vendida até 1965. A Harley entrou em um campo totalmente novo, quando a produção de carrinhos de golf começou. Assim que a fibra de vidro mostrou-se mais versátil e aplicável a este tipo de produto e algumas motos, a companhia comprou uma fábrica de barcos, feitos de fibra de vidro, converteu esta para produzir componentes para vários modelos e estabeleceu sua divisão "Tomahawk" em 1963. Em 1965, a Duo-Glide passou a chamar-se Electra-Glide, com a adição da partida elétrica e a voltagem aumentou de 6 para 12 volts. Mais tarde, o gerador seria substituído por um alternador, discos de freios hidráulicos seriam instalados nas duas rodas e o carburador foi atualizado. E em 1967, a partida elétrica surgia também na Sportster. A primeira morte da segunda geração da Harley, foi de Gordon Davidson, por doenças respiratórias. Logo John Davidson tornou-se ativo na parte de peças e acessórios. A terceira geração veio à tona com a entrada de John Davidson no departamento de vendas e Willian Davidson, "Willie G.", como diretor de Design em 1963. John entrou em 1959 e mais tarde tornou-se presidente. A companhia que antes era privada, tornou-se pública em 1965 e fundiu-se em 1969 com a "Americam Machine and Foundry Company", a AMF, que era dirigida por Rodney C. Gott. O último ano do motor "PanHead" foi em 1965. A junção da Harley com a AMF proveu crescimento e recursos para a companhia em 1970.

Em 1971, uma nova moto de trilha com motor 2 tempos, a Baja 100, e a nova FX Super-Glide, com motor de 74 cu. in., foram lançadas. Esta, a Super Glide, era a evolução da FLH e da Sportster. No ano seguinte, pistões maiores fizeram a Sportster crescer para 1000 cc. Em 1974, a FX Super Glide ganhou a partida elétrica como opcional, tornando-se a FXE. Mas a maior mudança deste ano foi que as divisões, exceto a de transmissão e motor, mudaram-se para York, Pensylvania. Com a mudança o espaço aumentou bastante e com ele, a produção. Quando a Harley - Davidson fundiu-se à AMF em 1969, ela produzia 14.000 motos por ano. No fim da década, este número cresceu para 50.000. A produção em York começou com os modelos de 1975. A linha da Harley em 1976 tinha os seguintes modelos: Eléctra Glide (1200 cc); 2 Super Glides (1200 cc); 2 Sportsters (1000 cc); 6 Lightweights(125 até 250cc). Em 1977, duas novas motos de grande porte, juntaram-se à linha da Harley - Davidson, a XLCR Café Racer e a fabulosa FXS Low Rider. Em 8 de Junho de 1977, o "Rodney C. Gott Harley - Davidson Museu" foi doado para a cidade de York. A companhia havia guardado um exemplar de cada modelo produzido para a coleção. Com isso, o museu tinha todas as motocicletas da história da Harley - Davidson, incluindo uma das 3 primeiras a serem produzidas. Com o fim da década de 70, surgiu um novo desafio. Como o governo norte-americano impôs novas regras, muito mais severas para com o meio, a Harley teve de projetar modelos diferentes dos já existentes. Isto resultou em mudanças nos sistemas de carburação, ignição e exaustão. Com estas mudanças, a companhia evoluiu tecnologicamente, introduzindo assim um novo sistema de ignição, o "V-Fire Eletronic Ignition". A Harley - Davidson comemorou seu aniversário de 75 anos com uma viagem gigante, cruzando o país, em 1978. A companhia permaneceu líder no campo de motos grandes e pesadas. Sportster, Roadster, Low Rider e Super Glide, eram os grandes nomes das motos de grande porte, junto com a Electra Glide, evoluída para nada mais nada menos do que 1340 cc. (80 cu. in.) em 1978. Os modelos de 1980 trouxeram mais mudanças interessantes. Nasce a FLT Tour Glide (80 cu. in.), com transmissão de 5 marchas, corrente traseira com sistema de lubrificação e sistema isolante de vibração do motor. Tudo isso junto montado em cima um quadro total redesenhado e com seu sistema de direção alterado para pilotagem esportiva. Esse ano marca a volta da correia dentada, após anos de abstinência, com a vantagem de ser mais leve, mais simples, mais suave que a corrente e, principalmente, não requerer lubrificação. Acabando assim com aquela história: "essa moto só vaza óleo". O sucesso nas estradas era tão grande quanto nas pistas. Além de contar com excelentes máquinas, a Harley - Davidson também tinha pilotos de primeira linha, como Walter Villa, Corky Keener, Randy Goss e o incrível Jay Springsteen ,"Springer", que ganhou os campeonatos de 1976, 77 e 1978, além de quebrar vários recordes. Assim, a companhia passou a organizar vários eventos para o público, como anual show de motocicletas em Daytona, durante a mundialmente famosa "Bike Week", evento este que atrai milhares de motociclistas até os dias de hoje. Em 1981, no evento de Daytona, havia grandes expectativas sobre o futuro da companhia. A grande notícia veio em 26 de Fevereiro de 1981, quando um grupo de importantes executivos da Harley assinou uma carta com a AMF, com a intenção de adquirir a Harley - Davidson Motor Company da AMF. O grupo era encabeçado por Vaughn Beals, um grande executivo da AMF encarregado das operações da Harley e incluía nomes como Charles Thompson, presidente da companhia, William "Willie G." Davidson e outros da Harley - Davidson. Durante uma coletiva em Daytona Beach, no dia 3 de Março de 1981, Beals falava sobre os aspectos positivos da fusão da Harley: "De 1969 até 1980, a AMF investiu um capital substancial nos negócios de motos e carros de golf, permitiu que o faturamento da impressa aumentasse de $49 milhões para $300 milhões ...". O que Beals realmente queria dizer era que a AMF ajudou a Harley durante um período crítico de crescimento e que a evidência mais tangível do sucesso da companhia era sua habilidade, de agora manter-se por si mesmo mais uma vez, e olhar para o futuro com orgulho e expectativa".

O retorno completo da companhia para a iniciativa privada terminou no dia 16 de Junho de 1981, quando o grupo de acionistas da Harley - Davidson celebrou o evento com a viagem de York a Milwaukee, dando início a uma campanha chamada "The Eagle Soars Alone", ou seja, "a águia voa sozinha". Junto com Beals, Thompson e Willie G. Davidson havia um grupo enorme de acionistas e empresários que ajudaram nesta dura fase. A recompra da companhia foi uma decisão mais firme de construir motocicletas, como eles mesmos diziam, na melhor tradição Americana de durabilidade e qualidade. Uma campanha internacional chamada "I Made the Eagle Fly", eu fiz a Águia voar, foi instituída em todas as áreas da companhia e nos postos de vendas, com a intenção de fazer, vender e prestar serviços com qualidade superior. Dois novos modelos foram lançados em 1982, a FXR Super Glide 2 e uma Sportster com um novo quadro. Estes dois modelos tornaram-se os primeiros exemplos do compromisso da empresa de fazer produtos com qualidade superior às demais. O espírito pioneiro seria essencial para a sobrevivência da nova companhia privada. Em meados de 1982, a demanda de motos com 651cc ou mais, o campo que a Harley dominava, caiu para mais de 33.000 unidades, comparado com o ano anterior. A Harley - Davidson teve de despedir vários funcionários, para poder levar a produção ao nível da demanda, enquanto as motos japonesas continuavam a exportar em números recordes.
Em Setembro de 1982, a Harley fez uma petição ao governo, mais especificamente ao "International Trade Commission" (ITC), queixando-se das baixas tarifas de importação das motos japonesas. Em 1 de Abril de 1983, o presidente Reagan impôs, sob recomendação do ITC, tarifas mais duras para a entrada de todas as motos japonesas acima de 700cc. Esta tarifa deveria vigorar por 5 anos, acabando em Abril de 1988, com a tarifa declinando para 45, 35, 20, 15 e 10%. A Harley deixou bem claro, desde o princípio, que essas tarifas especiais não haviam sido aplicadas para prevenir contra a concorrência, mas sim, para que o governo dos Estados Unidos da América restaurasse a ordem para um mercado de motocicletas, cercado pelas indústrias japonesas que aumentaram sua produção nas costas de um mercado em pleno declínio. Um dos principais fatores que fez o ITC tomar tal decisão, foi o fato da Harley - Davidson ter iniciado uma grande campanha de revitalização nos fins dos anos 70, cujo principal objetivo era melhorar a qualidade de seus serviços e produtos. Outra iniciativa da Harley foi a de fazer com que proprietários de motocicletas Harley - Davidson se envolvessem mais com a prática do motociclismo. Para isso foi criado, em 1983, o primeiro grupo de motociclistas apoiado e organizado pela própria companhia: o HOG, cuja sigla significa: Grupo de proprietários de Harley-Davidsons, "Harley Owners Group". O HOG tinha o objetivo de reenfocar a atenção para os clientes após a compra de uma motocicleta. Os benefícios especiais que seriam trazidos eram, além dos ralis e eventos, a organização de viagens e passeios, fazendo com que a moto se tornasse algo para toda a família. Tais benefícios foram responsáveis pelo estouro do grupo. Em 6 anos de existência, o HOG alcançou a incrível marca de 90.000 membros inscritos. Durante esse período, a Harley trabalhava para melhor seus produtos, lançando neste mesmo ano a aclamada "Anti-Dive Air Suspension System", um sistema de suspensão a ar. De qualquer modo, os novos modelos trouxeram muitas melhoras para as motos, e o grande motor V-Twin Shovelhead não viveu muito, pois não era mais compatível com as expectativas dos consumidores na área de funcionamento e durabilidade. Em 1984, a Harley lançou o revolucionário motor de 1340cc V² Evolution, em cinco modelos. Este motor foi o resultado de sete anos de desenvolvimento. O Evolution provia mais potência a cada marcha, maior refrigeração e extrema lubrificação interna do motor. Ele foi projetado com maior durabilidade e rentabilidade, com menor taxa de manutenção. Revolucionárias motocicletas foram lançadas, como a FXST Softail e a XR1000, com motor baseado na XR750.

Pela primeira vez a moto Harley - Davidson tinha destaque nas revistas especializadas em motos. Peças como a correia dentada, transmissão de cinco marchas e sistema isolante do motor entraram de vez nas linhas de produção. A Harley ganhou a concorrência para ser a moto oficial da famosa "California Highway Patrol", em 1984. Este contrato foi reassinado em 1985, 1987 e 1988, aumentando o número de Harleys na frota da CHP. A Harley - Davidson também criou 3 modelos especiais, a "Liberty-Edition", em 1985. Ao todo foram produzidos 1.750 motos destes modelos. Em uma forma de tributo para a Estátua da Liberdade, a Harley resolveu doar $100 dólares de cada uma destas motos vendidas, para a "Statue of Liberty/Ellis Island Foundation, Inc.", para a restauração da estátua. A companhia também organizou uma viagem através do país, a "Ride for Liberty". Vaughn Beals viajou pela rota norte, saindo da costa oeste, até a costa leste, e Willie G., viajou pela rota Sul. O encontro foi em Washington D.C., reunindo centenas de motociclistas no parque da Estátua da Liberdade, New Jersey. No fim da cerimônia, Beals presenteou a "Statue of Liberty/Ellis Island Foundation", com um cheque de $250.000. O grande lançamento de 1985, foi a V² Evolution Sportster 883. O motor de alumínio de 883cc foi o primeiro em décadas, com menos de 1000cc. A moto custava $3995, 800 dólares a menos que a XLH 1000, em 1985. A Evolution 883 deu à Harley uma linha completa de motos com motor Evolution. Além de todos esses modelos, a Harley não lançou um novo modelo de Heritage. A Heritage Softtail, que lembrava muito as motos dos anos 50, mas possuía tecnologia dos anos 80. Em Abril de 1986, o executivo chefe da Harley - Davidson, Vaughn L. Beals, aceitou o prestígio oferecido pela "American Society for Quality Control", a ASQC, uma organização com mais de 50.000 profissionais dedicados à melhor qualidade e produtividade das indústrias Norte Americanas. Nesse mesmo ano, a companhia fez um empréstimo de $70 milhões de dólares, que ajudaram a pagar todas as dívidas e principalmente a comprar a "Holiday Rambler Corporation", que nada mais era do que a maior companhia do mundo na área de veículos recreativos e uma das maiores especializadas em veículos comerciais. Com sua sede em Wakarusa, Indiana, a "Holiday Rambler Corporation", possuía características muito similares à Harley, pois além de ser uma indústria de manufaturas intensivas, produzia veículos recreativos e comerciais de excelente qualidade. Nesse ano, a Harley lançou uma campanha para os motociclistas que comprassem uma XLH-883, que na época custava $3.995. Se eles resolvessem trocar sua moto por uma Harley maior, no ato, eles tinham um abatimento de $3.995 no preço da nova Harley – Davidson Quatro novos modelos foram lançados em 1987. A FLHS Electra Glide Sport, FLSTC Heritage Softail Classic, a FXLR Low Rider Custom e a edição comemorativa de 30 anos da Sportster 1100cc. Esta edição de aniversário, marcou a época em que o motor da XL foi cromado. Com número limitado de unidades, esta edição de 30 anos, vinha com pinturas especiais no tanque, nas cores laranja e preta. A FLST Classic, era preta e cromada, com cores similares a dos anos 50. Mas o que era realmente especial, era que ela já saía de fábrica com "windshield, faróis auxiliares, banco de dois lugares e bolsas de couro. As novas motos não foram o que ocorreu de mais importante no ano de 1987, mas sim, o fato da companhia ter recorrido ao ITC, "International Trade Commission" para que suspendessem as tarifas impostas às motos japonesas alguns anos atrás. Isto foi um dos melhores atos de relações públicas da história da Harley. E para celebrar a volta por cima da Harley - Davidson Motor Company, o SR. Beals convidou o presidente Ronald Reagan para uma visita na fábrica de York, Pennsylvania. Em 6 de Março de 1987, o helicóptero presidencial pousou na pista de teste da mesma fábrica. Após conhecer as instalações da fábrica, o presidente Reagan deu a partida em uma Sportster comemorativa de 30 anos. E com um grande discurso sobre a Harley a esplendorosa visita do grande presidente Ronald Reagan teve seu desfecho. Em 10 de Outubro de 1987, a Harley adquiriu da Armstrong Equipament, da Inglaterra, o projeto para sua nova moto militar, a MT500. Ela possuía apenas um cilindro e era uma moto projetada para condições off-road, ou seja, feita para estradas de terra, lama, barro, pântanos e todo tipo de terreno difícil de ultrapassar. Em 1988 era lançada a maior Sportster de todas, a Spotster 1200, com seu motor de 74 polegadas cúbicas, e carburador de 40mm, o que fez com que seus cavalos de potência aumentassem em 12%. A nova Sportster 1200 também trazia garfos dianteiros de 39mm e suspensão traseira modificada. A FXRS Low Rider também mudou seus garfos para os de 39mm. Em 1988 a Harley - Davidson completava seus 85 anos, lançando quatro novos modelos, com novo design de comemoração de aniversário. Uma nova moto foi criada para esta data, a FXSTS Springer Softail. A "Springer", tinha os componentes da parte da frente totalmente desenhados e analisados para o computador, como nenhuma moto Harley - Davidson jamais teve. A Harley organizou um "cross country ride", ou seja, mais uma viagem cruzando o país. Tudo em benefício da "Muscular Dystrophy Association", uma associação que ajuda pessoas com problemas musculares. Os motociclistas partiram de 10 lugares diferentes dos EUA, chegando para as festividades em Milwaukee. O evento contou com a participação de 35.000 motociclistas e arrecadou mais de $600.000 para a "Muscular Dystrophy Association". Esta viagem através do país, foi um dos maiores eventos motociclísticos do século e ajudou muito na luta contra as distrofias musculares. Após a comemoração dos 85 anos, a Harley passou a planejar novos modelos para 1989, como o lançamento de modelos "Touring" chamados Ultra Classics, com equipamentos de luxo já vindos de fábrica. A Tour Glide e a Electra Glide Ultra Classics vinham com equipamentos especiais, como uma espécie de piloto automático que mantinha a velocidade sempre constante, compartimentos para guardar luvas, quatro caixas de som de 80 watt e pinturas especiais em preto e prateado. A edição de 85 anos, Springer Softail continuou em 1989, oferecendo uma grande variedade de cores. Os modelos FL Touring receberam um novo tanque de gasolina, um alterador de 32amp e outras melhorias tecnológicas. A Harley - Davidson entrou nos anos 90 dando ênfase às melhorias tecnológicas, sendo estas balanceadas pelo estilo antigo e ultrapassado das motos Harley - Davidson. Com tudo isto, a Harley - Davidson Motor Company deixou sua marca na história e acima de tudo, a companhia provou para quem quiser ver que a aventura ainda está longe de morrer.

Fotos : Google.com

 

 

B - História da  V-ROD

INFORMAÇÕES  SOBRE A NOVA  VRSCA V-ROD

VRSC - Custom American Muscle

 

NASCIDA NA PISTA. CRIADA NA RUA

Nós recebemos esta gravação do som de uma V-Road  em um dos e-mail. Deixaremos você ser o juiz sobre a sua autenticidade   CLICK AQUI PARA BAIXA-LO   Você precisará de software que reproduza arquivo MP3.

 

 

A fabrica de motocicleta norte-americana deu um giro de 180º em sua estratégia ao apresentar uma moto sem o tradicional motor refrigerado a ar

 

A posição de condução lembra suas irmãs e os pedais de câmbio e freio também tem um ar familiar Mas terminam por aí as similaridades desta nova motocicleta norte-americana para os outros modelos que já conhecemos. No último meio século a H-D apresentou poucas novidades mais revolucionárias que a V-Rod, uma moto que não tem nada a ver com o típico bicilíndrico a 45º, com duas válvulas e refrigeração a ar.

 

A V-Rod supõe uma mudança radical no rumo da motocicleta norte-americana. O novo modelo VRSCA (V-twin Racing Street Custom e o A vem por ser a primeira) causou grande sensação, resta saber se os "harleystas" gostaram, pois parece que não, tanto que Willie G. Davidson assegurou que o tradicional bicilíndrico em V seguirá em produção enquanto estiver vivo. Este neto de um dos fundadores não é mais um "menino", e se tudo correr normalmente a V-Rod sobreviverá a Willie.

A grande novidade está no motor, um bicilíndrico que sobe de giros com limpeza e facilidade, responde sem problemas ao golpe do acelerador, começa a "falar" desde as 2000 rpm e a partir das 3300 rpm já está forte.  A moto, com uns 280 Kg, anda bem quando levamos o motor a médios giros.

Acabou aquele lema de que "o caminho é a meta" porque a V-Rod vai bem de curva em curva, com uma aceleração que nos surpreendeu.  O propulsor em V a 60º foi concebido tomando como base a Superbike VR 1000, ainda que a motocicleta norte-americana tenha utilizado o centro de desenvolvimento da Porsche em Weissach, na Alemanha, para que acertassem o V-2.  Para que o propulsor subisse de giros rapidamente manteve-se a cilindrada dentro de uns limites razoáveis, com diâmetro e curvas em 100x72 mm, duas válvulas de escape de 34,5 mm e 40 mm alimentados por uma injeção eletrônica.   Embaixo do falso tanque encontra-se o filtro de ar, enquanto a gasolina é armazenada em baixo do assento.

 

AUTÊNTICA HOT-ROD

A V-Rod surpreende de forma positiva graças à mescla de facilidade de condução, potência e suavidade, além de estarmos diante de uma H-D que não vibra.  O câmbio de 5 velocidades é preciso, ainda que às vezes ele nos traz lembranças da Fat Boy e companhia.  A distância entre eixos, 1713 mm é mais apropriada para as longas retas das "highways" americanas que para estradas sinuosas.  Para uso normal a agilidade da V-Rod é suficiente, já que ela muda de direção com facilidade, uma vez que o piloto esteja acostumado ao guidão largo.

 

Os freios funcionam com eficácia, da mesma forma que as bengalas Showa, apesar de estar um pouco mole.  Aqui também será necessário fazer um teste mais longo em estradas esburacadas para ver como se defende a V-Rod em ambiente mais hostil.  Os dois amortecedores traseiros convencionais têm um curso de apenas 60 mm e 100 mm nas bengalas, todos da marca Showa.  O assento com grande espuma faz um pouco o serviço do amortecedor traseiro.

Este novo modelo é um autêntico "Hot-Rod" de duas rodas.  Lembra aqueles inventos com os quais a juventude americana tirava "racha" de semáforo em semáforo.  Uns carros que simbolizavam potência, dinamismo e velocidade.  Até agora a H-D não tinha como cobrir este segmento, pois não contava com um propulsor que tivesse potência suficiente.  A marca de Milwaukee estava necessitando captar novos clientes e potenciais compradores, que buscam um nível técnico mais sofisticado que do "harleysta normal". O departamento de design, dirigido por Willie G. Davidson, arriscou muito com a estática da V-Rod, mas o resultado foi um êxito. Os conhecedores da marca não podem evitar um: é uma motocicleta norte-americana!!

 

O sucesso estético se deve a soma de todos os detalhes, algo similar com o que ocorreu com a MV Augusta.  Os 30 Kg do chassi, cor prata, também ajudam a formar uma imagem elegante. Todas as partes metálicas estão perfeitamente integradas até formar uma estampa inconfundível, a da nova motocicleta norte-americana VRSCA V-Rod. Ainda não existe uma previsão da V-Rod chegar ao Brasil, pelo menos em 2002, mas quando ela vier provavelmente custará em torno de U$$ 32 mil comerciais segundo o importador.

 

* Texto Motociclismo Magazine

    outubro 2001

 

 

4 - História da  Suzuki

 

Em 1909, quando a empresa foi fundada por Michio Suzuki, na pequena aldeia de Hamamatsu, no Japão, eram teares que saíam de sua linha de produção. Após 30 anos dedicando-se exclusivamente ao desenvolvimento e à produção dessas complexas máquinas, Michio percebeu que deveria diversificar seus negócios. Não porque o mercado têxtil estivesse mal. Seus teares foram desde o início um sucesso de vendas. Mas, na visão do empreendedor, era preciso expandir. Analisando as demandas do consumidor da época, Suzuki decidiu produzir carros compactos. Assim, em 1937, começam a ser feitos os primeiros projetos de carro da futura montadora e, em apenas dois anos, a Suzuki já exibe inúmeros protótipos construídos.

Os primeiros automóveis eram munidos do então inovador motor quatro tempos de 4 cilindros e 13 cavalos de potência. Com a iminência da Segunda Guerra Mundial, a história de sucesso da montadora teve de ser adiada. Para o governo japonês, carros de civis eram considerados artigos dispensáveis e, assim, o planejamento de novos veículos foi deixado de lado por um tempo. Quando a guerra terminou, a Suzuki precisando se recuperar rapidamente, voltou a produzir os já renomados teares. Em 1951, com o mercado de algodão desmoronando, a fábrica não conseguiu mais se manter apenas com a venda de seus teares e, mais uma vez, a atenção se voltou para os automóveis.

Depois da guerra, os japoneses sentiram necessidade de um transporte pessoal, disponível e seguro. Várias empresas começaram a oferecer máquinas movidas a gás que podiam ser fixadas à bicicleta comum. O primeiro esforço da Suzuki no mundo de duas rodas apareceu, em 1952, na forma de uma bicicleta motorizada chamada Power Free. Projetado para ser barato e simples de construir, o modelo contava com um motor dois tempos de 36cc. E assim nasceu a Suzuki Motor Corporation. Em 1954, quando a produção mensal de motocicletas já chegava à marca das 6.000 unidades, a empresa criou o Suzulight, pequeno automóvel que deu início à era dos compactos no Japão. Dotado de motor dois tempos de 360 cm³ e suspensão independente, o carro foi um dos pioneiros nos projetos de tração dianteira no país.

Ao mesmo tempo em que foi expandindo suas fábricas e revendas para outros países, a Suzuki aumentou significativamente sua linha de veículos. Em 1968, teve início o desenvolvimento do primeiro mini-carro com tração nas quatro rodas, o LJ, que dois anos mais tarde passaria a ser comercializado com o nome de Jimny. A diversificação veio também nas áreas de atuação. Com o nome já reconhecido por suas motocicletas, carros e motores de popa, a Suzuki entra, em 1974, no campo de equipamentos médicos (com a comercialização da cadeira de rodas motorizada Suzuki Motor Chair Z600) e de imóveis (com a produção de casas pré-fabricadas). Em 1982, a empresa inova mais uma vez e dá início ao próspero mercado de veículos para todos os terrenos, lançando o quadriciclo QuadRunner LT125, posteriormente copiado por outras empresas. Além das pesquisas realizadas em laboratórios, outras fontes de informações para o desenvolvimento de tantos produtos inovadores foram, e continuam sendo, as competições.

Curiosidades
• Assim, o que era um pequeno grupo de engenheiros dedicados a projetos da melhor maquinaria de tecelagem do mundo, cresceu e se tornou uma companhia mundial de quase 15.000 pessoas que cria e distribui produtos em mais de 190 nações.
• São quase 1.8 milhões de veículos vendidos por ano em todo o mundo.
• Hoje a marca está ganhando mercado e se popularizando com a linha de 125 cc que conta com a Scooter Burgman AN125 burgman, e as motos Yes e Intruder.

 

 

3 - História da Honda  ( Soichiro Honda)

Soichiro Honda:
o samurai que derrotou o ocidente.

"Nossas dúvidas são traidoras e, temendo tentar, nos fazem perder o sucesso que muitas vezes poderíamos alcançar" Shakespeare

 

 

 

 O negócio da Honda sempre foi conceber e fabricar alguns dos melhores motores. Disso ninguém duvida. Agora pouca gente sabe que a paixão de Honda por motores foi despertada durante a apresentação do piloto americano Niles Smith em 1914. De lá para cá Honda obteve vitórias invejáveis a um homem só.

Depois de ter sido baby siter e mecânico de bicicletas, Honda concebeu uma nova tecnologia para a fabricação de hélices para os famosos Mitsubish-Zero infernizando ainda mais a vida dos americanos que lutavam no Pacífico. Os Zero eram muito rápidos e seus pilotos bastante aguerridos. Apesar de possuírem blindagem fraca em comparação aos caças americanos, os Zero, eram mais leves e muito mais rápidos. Num combate piloto a piloto, o conhecido Dogfight, as chances de derrubar um Zero eram quase nulas se o ataque fosse realizado por apenas um avião aliado.

Pelo feito Soichiro Honda recebeu do imperador do Japão o prêmio "Herói da Indústria". A Honda sobreviveu ao pós-guerra, internacionalizou-se, multinacionalizou-se e globalizou sua marca e muitos dos seus conceitos. Venceu quase todos os campeonatos que participou, tanto em motos como em carros, obtendo na Fórmula 1 cinco campeonatos consecutivos e a impressionante marca de ter vencido 15 das 16 corridas de uma temporada.

Honda modificou a forma de se comercializar motocicletas nos EUA, acabando com o sistema de consignações e fazendo com que o americano com cara de good boy trocasse o carro por uma scooter japonesa. Não satisfeito, obteve as primeiras colocações vendendo motos e carros na terra da Harley Davidson e de Henry Ford. A Honda salvou ainda a inglesa Land Rover da falência (que depois foi vendida para a BMW) e quase quebrou a Yamaha quando esta última resolveu desafiá-la. Como se isso só já não bastasse para respeitar Honda, ele ainda foi mais longe. É da Honda o maior recorde da história de patentes automobilísticas em um único ano, quando na década de 80, praticamente ditou as inovações do mercado europeu.

Dentre as inovações comandadas por Soichiro Honda estão a patente licenciada para a fabricação de uma estrutura metálica para rodas, que em geral eram feitas de madeira. Tal invenção seria aproveitada em todo mundo. Honda inovou criando o motor de 125cc com quatro válvulas por cilindro o que permitia obter maior giro (rpm). É dele a impressionante marca de 20.000 giros por minuto obtida na Fórmula 1 e de 21.000 giros obtida por uma moto – a NR500.

Também é da Honda o melhor sistema de controle de emissão de poluentes e o primeiro a ser homologado pelo governo americano tendo sua fabricação licenciada para as marcas Ford, Chrysler e Isuzu. A Honda ganhou também o prêmio do concurso de economia de consumo promovido pela Enviromental Protection Agency EPA e Federal Energy Administration FEA. Em 1973 Honda revoluciona o sistema de montagem. Para vencer as Kawasaki 900 e as BMW 900 lança a Goldwing 1000cc refrigerada a água. Sucesso absoluto de vendas esta maravilhosa máquina vendia cerca de 5 mil unidades por mês, as quais eram montadas por apenas 16 operários.

Na água a Honda também liderou.

É dela o primeiro motor de popa de 9,9cv de quatro tempos; as primeiras motos com partida elétrica e o primeiro triciclo para todo tipo de terreno.

Na década de 90, após a morte de Soichiro aos 84 anos, a Honda foi a primeira indústria a construir um carro em série com estrutura de alumínio e um elevado índice de automação industrial. Nesta mesma década passa a fabricar e vender motos na China. A paixão por motores menores, mais potentes, econômicos e resistentes não parou por ai. Além de estar entre as duas maiores montadoras nos maiores mercados europeus no segmento de automóveis com o Civic e o Accord, a Honda bate mais um fantástico recorde de superação. Em janeiro de 2000 apresenta, na mundialmente famosa feira de Detroit, EUA, o S2000, um esportivo de dois lugares que com um motor de apenas 2 litros chega a incrível marca de 240hp enquanto o seu concorrente mais próximo, o BMW Z3 só consegue 198hp com o seu motor de 2,8 litros. A Honda fatura cerca de 45 bilhões de dólares e lucra anualmente 2 bilhões (descontados também o pagamento dos dividendos).

O segredo do sucesso da Honda está no seu início e foi baseado no conselho dado pelo pai de Soichiro, o senhor Gihei Honda. O senhor Gihei aconselhava o filho a "nunca incomodar os outros no trabalho ou na vida; não mentir nunca e sempre respeitar a palavra empenhada." Tais conselhos foram seguidos à risca e Honda implantou um dos mais maravilhosos modelos de gestão participativa da história mundial. No projeto do Vigor e do City os funcionários foram convidados a apresentar suas sugestões. Cerca de 300 mil foram apresentadas e 90% delas foram aproveitadas. Além dos benefícios normais incluindo a participação nos lucros e direito a comprar ações da empresa, os funcionários da Honda podem se expressar sobre a função que ocupam na empresa.

Mas isso não é só da boca para fora ou para inglês ver. Se algum funcionário notasse um problema ou descobrisse um meio melhor de tornar sua tarefa mais simples, todas as providências seriam tomadas para que a nova idéia fosse implementada. Se isso aumentasse a produtividade, o funcionário seria premiado e promovido. Na Honda todos; presidente, diretores, engenheiros e operários usam o mesmo uniforme. As decisões tomadas pela diretoria, sempre por unanimidade (consenso), são conferidas se estão de acordo com a opinião dos funcionários. Não existe monotonia. Nenhum funcionário pode ficar mais de três meses seguidos numa mesma atividade. Duas vezes por semana são promovidas reuniões semanais para ouvir problemas ligados à função e à empresa.

Essa política de vencer constantemente os desafios com criatividade, participação e respeito pelo ser humano fazem da Honda o que ela é hoje. Sua filosofia é baseada em cinco pontos: agir com fé e o entusiasmo da juventude; basear as atividades sobre um método, pesquisar e desenvolver idéias novas e utilizar o tempo integralmente; trabalhar com prazer e procurar alegrar o ambiente profissional; procurar garantir um volume de trabalho harmonioso e ter sempre em mente o valor da pesquisa e do esforço.

Mais de uma década depois da morte de Soichiro, a Honda continua a crescer baseada nos ensinamentos do mestre samurai que venceu o ocidente e ajudou a mostrar ao mundo a força da inteligência dos japoneses.

Soichiro devolveu o brilho e a auto-estima ao operário. Isso não poderia trazer mais prazer a todos do que obter os mais altos índices de satisfação de consumidores onde quer que exista um veículo movido por um motor Honda.

Al Ries tem razão quando afirma que uma imagem de marca se constrói de dentro para fora. Os japoneses também pensavam assim quando, há seis mil anos, começaram a treinar seus samurais.

* Texto de Luís Sucupira Neto

 

 

2 - História da Indian

 

(*) Renato Bellote Gomes

Foto: divulgação

 

 

O ronco de um motor V2 é algo que embriaga o espírito de qualquer apaixonado por motocicletas. Se for proveniente de um motor refrigerado a ar então, a mágica se completa. Nos dias de hoje a Harley-Davidson reina soberana nas ruas, mas houve um tempo em que dividia as estradas com uma grande concorrente: a Indian.

Fundada em 1901 na cidade de Springfield, a Indian Motorcycle Company é fruto do esforço de dois sonhadores: um projetista sueco e um empresário americano, que juntaram suas forças e lançaram a primeira Indian com motores V2 em 1903. A empresa cresceu nos anos seguintes e se tornou a maior fabricante de motos dos Estados Unidos, com 20 mil unidades por ano, trazendo novidades como a partida elétrica e modelos imortais como Scout, Chief e Sport Scout.

O modelo Scout foi criado em 1919 por um piloto de corridas e trazia grandes modificações e novas versões para o já famoso motor: 600, 750, 1.000 e 1.200 cm³, que foram utilizados por muitos anos.

A fama da Indian estava sendo construída por esses modelos. O sucesso foi confirmado pela venda da moto de número 250.000 quatro anos depois. A empresa passou pelo período entre guerras em crise, apesar de ter resistido à quebra da bolsa de valores, mas superou os problemas e se manteve no topo da produção.

Uma característica marcante surgiu após esse período: os famosos pára-lamas envolventes, que marcaram as motocicletas para sempre.

Após a Segunda Guerra a Indian foi vendida, e os novos administradores resolveram focalizar a produção em motos de menor cilindrada, com tecnologia inglesa.

O modelo Blackhawk Chief foi lançado no início da década de 50, marcando a volta da motocicleta à linha original, com 1.300 cm³ e garfo telescópico hidráulico, para competir com as Harleys, que apresentavam tecnologia superior.

Mas a alegria durou pouco e logo a empresa começou a privilegiar a venda das motos inglesas, que tinham seus próprios méritos, colocando a Indian em crise novamente. A clássica V2 sumiu das lojas e a empresa literalmente desapareceu do cenário americano em 1953.

Muitos anos se passaram e, em 1998, a Indian ressurgiu no cenário mundial, com modelos mais potentes e os cromados que trouxeram à tona a paixão adormecida. O sonho durou apenas cinco anos, pois os modelos não foram bem aceitos pelos puristas e os custos da produção se tornaram muito altos, fazendo com que o consórcio de empresas encerrasse a fabricação.

De qualquer modo, a Indian ocupa um lugar de destaque no mundo das motocicletas, seja pelo estilo, ronco do motor ou apenas pelo fato de que a cabeça do chefe indígena no tanque de combustível, estará para sempre gravada na mente de todos os apaixonados pela vida em duas rodas.

 

 

(*) Renato Bellote Gomes, 25 anos, é bacharel em Direito

 

Texto de  Renato Bellote Gomes, 25 anos,  Bacharel em Direito

Foto: divulgação

 

 

1 - História da  BMW

 

 

 

Os Primeiros Anos

O relativo sucesso inicial da marca sofreria, no entanto, um reverso com a derrota da Alemanha na 1º Guerra Mundial, ficando esta proibida, pelo tratado de Versailhes, de produzir armamento. Foi um duro golpe para a marca porque tinha canalizado grande parte dos seus recursos no fabrico de motores para aviação.

O nascimento do Boxer

Vieram anos incertos, negócios com maior ou menor sucesso. Apenas em 1921 a BMW re-encontrou o seu rumo, construindo o seu primeiro motor boxer, o M2B15, com 494 cc e uma potência de 6.5 hp às 2800 rpm. Este motor foi desenvolvido para terceiros a pensar em motociclos e embarcações de pequeno porte.

Pela mesma altura a Alemanha começou a violar o estipulado em Versailhes, e a BMW recebia frequentemente grandes encomendas para fabrico do motor BMW IV, para aviação, indo depois equipar os aparelhos da Luftwaffe, o que permitiu à empresa um bom cash-flow e equilibrar o seu orçamento.



A primeira moto de produção

Contudo, só em 1923, dois anos depois do surgimento do primeiro motor boxer, é que a BMW criava a sua primeira moto de produção em série, a BMW R32, que obteve de imediato um grande sucesso comercial. Embora ninguém saiba ao certo o significado do "32", sabe-se que a letra R é a inicial de Rad, a palavra alemã para Roda.

A R32 pode ainda ser admirada, encontrando-se alguns exemplares na posse de afortunados colecionadores. Curioso é o fato de existir em Portugal a única R32 da península Ibérica, sendo esta mais velha do que a exposta no museu da BMW, em Munich. A moto em questão foi restaurada em Famalicão e é propriedade de um portuense.
Segundo alguns entendidos, a R32 portuguesa, poderá valer no mínimo 100 mil Euros.


Editado por jpmealha : Fri 23 de June de 2006 às 16:27.

 

 

3) Textos Interessantes

 

1 - Manual do(a) Garupa

 

1. Zelar para que a moto esteja sempre limpa e livre de manchas;

 

2. Manter toda a parte (Cromada) da moto impecavelmente brilhando;

 

3. Nunca gritar no ouvido do piloto, mesmo em situações de perigo;

 

4. Patrocinar o lanche do piloto nas paradas para descanso;

 

5. Segurar o capacete do piloto, quando este solicitar, aproveitando

para limpar a viseira;

 

6. Ajudar o piloto a vestir a jaqueta ou a capa de chuva;

 

7. Manter engraxada e sempre brilhando as botas do piloto;

 

8. Nas hospedagens, esvaziar os alforges e carregar toda a bagagem;

 

9. Manter lubrificada a corrente da moto;

 

10. O piloto desejando estacionar a moto no descanso central, o

garupa deverá puxa-la por trás, para que o piloto faça o mínimo de esforço;

 

11. Jamais tecer comentários dizendo que o banco do garupa é

desconfortável e dói o bumbum;

 

12. Nos eventos, nunca comprar "souvenir"grande ou pesado, para não

ocupar espaços na moto que devem ser reservados para os objetos adquiridos

pelo piloto;

 

13. Em trânsito, jamais incomodar o piloto dizendo que quer ir ao

banheiro;

 

14. A cada quilograma de acessórios novos que o piloto instalar na

moto, a garupa deverá perder o equivalente em peso corporal, para

compensar;

 

15. Fazer a função da marcha ré puxando a moto pra trás, sem deixar o

piloto fazer esforço.

16. Estar ciente de que três ou mais garupas reunidos, cochichando,

será considerado motim.

 

 

Colaboração : amo - SC

Moto Clube Bagres do Asfalto

 

 

10 - Os "12 Mandamentos" do Motociclista

 

Enquanto as autoridades procuram meios de fazer uma campanha que atinja de forma eficaz todos os motociclistas, algumas dicas básicas – e de conhecimento de grande parte da categoria – devem ser seguidas por aqueles que não querem fazer parte das estatísticas de mortes nas estradas .

"Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas nas ruas e nas estradas brasileiras:

 

1 – Mantenha a motocicleta sempre em ordem

 

Verifique a calibragem e o estado geral dos pneus; cheque o funcionamento do farol, setas, lanterna e luz de freio; verifique o cabo, lonas, ou pastilhas, fluido e a regulagem se for freio hidráulico; confira o cabo, e a regulagem da folga ideal do sistema hidráulico; revise os amortecedores traseiros e as bengalas dianteiras quanto a vazamentos; verifique a vela, cachimbo e cabo; troque periodicamente o conjunto de coroa, corrente e pinhão; tenha sempre a mão a CNH, DUT, IPVA e o seguro obrigatório; utilize o protetor de pernas ("mata-cachorro”) e a antena anti-cerol.

 

2 – Pilote utilizando equipamentos de segurança

 

Capacete aprovado pelo Inmetro; calça e jaqueta de tecido resistente (preferencialmente de couro); botas ou sapados reforçados e luvas (de preferência de couro).

 

3 – Reduza a velocidade

 

Quanto menor a velocidade, maior será o tempo disponível para lidar com o perigo de uma condição adversa ou situações inesperadas, como mudança súbita de trajetória de outro veículo.

 

4 – Atenção e concentração

 

O ato de pilotar motocicletas exige muita atenção do motociclista, por isso evite se distrair.

 

5 – Respeite a sinalização de trânsito

 

Conheça e respeite os sinais e as placas de trânsito.

 

6 – Cuidado nos cruzamentos

 

Os cruzamentos são os locais de maior incidência de acidentes de trânsito, então redobre a atenção e reduza a velocidade ao se aproximar dos mesmos, principalmente nos cruzamentos sem sinalização de semáforos.

 

7 – Cuidado nas ultrapassagens

 

Sinalize as manobras com antecedência e certifique-se de que você realmente foi visto pelo motorista a ser ultrapassado. Tenha cuidado ao passar entre veículos, principalmente ônibus e caminhões.

 

8 – Cuidado com pedestres

 

Lembre-se de que o pedestre tem prioridade no trânsito urbano. Seja cordial e fique alerta para os pedestres desatentos, principalmente crianças e idosos.

 

9 – Seja visto

 

Ao pilotar à noite, use roupas claras e com materiais refletivos. Se estiver em rodovia, ligue o pisca alerta.

 

10 – Alcoolismo

 

Está comprovado que bebida e direção não combinam. Então, se beber, não pilote. Fique vivo no trânsito.

 

11 – Mantenha distância

 

É imprescindível manter uma distância segura dos veículos à frente (cerca de cinco metros), principalmente em avenidas e rodovias.

 

12 – Cuidado com a chuva

 

Redobre a atenção, reduza a velocidade e evite freadas bruscas; lembre-se de que nestas condições o tempo de freagem é duas vezes maior que o normal.

 

Por Lucas Pimentel.

Cortesia : Motoclube Bagres do Asfalto

 

 

 

9 - DESABAFO POR UM TEMPO PERDIDO

 

Estranho personagem, esse tal de motociclista.

 

Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de  uma

motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho

minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e

torcendo para que não haja areia na estrada.

Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum

conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do

motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como

chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a

poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos

caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem

falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles

dias de calor intenso.

Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos

Oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança. Ar-condicionado, que

Permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags",

Barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma

segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar

com os passageiros (OS passageiros...) sem ter que gritar e assim por

diante

 

Intrigante personagem, esse tal de motociclista.

 

Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus

rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado

quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.

Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que,

durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas

possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente

jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma

dessas estradas da vida. Esquisito...

Prestei mais atenção e descobri que eles freqüentemente se

Uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão

poucos e de quem gostamos tanto. Senti a solidariedade que os une. Vi

também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na

cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos,

incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele

momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis

profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais

imaginei ver paramentados tão estranhamente. Muito esquisito...

Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres

De se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de

Se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do

Prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre

E alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas

Mentes tão acostumadas à mediocridade.

Vi, ouvi e meditei sobre o assunto.

 

... mudei minha vida...

 

Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.

 

Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro

motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer. Mais que uma nova moto, a

moto dos meus sonhos.

Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham

O medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de

tantas aventuras e amizades. Deus sabe o tempo que perdi e as

experiências que deixei de vivenciar.

Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto

(mas não um motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando

não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.

O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram

moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista. Algumas

chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto

seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.

Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos,

planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a

encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.

Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu

automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma

motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio,

mostre-se

alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso

estampado no rosto.

Quem sabe ganhemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso

grupo.

 

* Fernando Drummond

====================

Fernado Drummond

Intruder 1400 [Sharon]

São José dos Campos-SP

 

 

 

8 - 50 Motivos para ser Motociclista

 

01 - Pelo espírito de liberdade;

02 - Pelo vento na cara;

03 - Por sentir a garupa agarradinha na sua cintura;

04 - Por ter uma 125 e se sentir um Valentino Rossi numa 500;

05 - Por ter uma custom e ser o próprio Peter Fonda em Easy Rider;

06 - Por fazer novos amigos, que falam a sua língua;

07 - Por poder viajar em grupos;

08 - Por ficar encharcado e feliz;

09 - Por ter a sua pista livre em cima da faixa, quando o trânsito está totalmente congestionado;

10 - Por poder andar sujo, no melhor estilo aventureiro;

11 - Por poder usar a sua fantasia de mau, com caveiras e crucifixos;

12 - Para ir ao Mundial de Motos torcer pelo Alexandre Barros;

13 - Para poder juntar um dinheirinho e comprar uma moto maior;

14 - Por já ter dinheiro e status e finalmente voltar a andar de moto, como na juventude;

15 - Para ouvir o ronco do motor;

16 - Para matar de inveja o seu vizinho careta;

17 - Para conquistar as menininhas;

18 - Para trabalhar, porque a moto é o seu ganha-pão;

19 - Para se sentir poderoso dentro do seu macacão de couro;

20 - Para ter a sensação de voar, como um pássaro do asfalto;

21 - Para ser o pole position nos faróis das grandes avenidas;

22 - Porque a primeira trilha a gente nunca esquece;

23 - Para passar nos pedágios sem pagar;

24 - Para ter um estacionamento exclusivo no shopping center;

25 - Para dar umas escorregadas, porque um tombinho não dói;

26 - Para fazer uma curva e sentir o joelho quase ralando no chão;

27 - Para encher o seu capacete de adesivos bacanas;

28 - Para ir aos encontros de motos falar sobre motos;

29 - Para tentar dar um cavalo de pau com a roda da frente, como Tom Cruise em Missão Impossível 2;

30 - Para cruzar do Paquistão à Índia, como fez Rafael Karan, o aventureiro;

31 - Para comprar um monte de acessórios e deixar sua moto personalizada;

32 - Para poder carrega-la na caçamba da sua picape até a entrada da trilha;

33 - Para servir de moto-táxi no Nordeste e faturar uma graninha a mais;

34 - Para vir a ser um grande piloto de motovelocidade;

35 - Para poder abrir sua própria oficina de motos;

36 - Para um dia participar do Racing Day, em Interlagos;

37 - Porque todos os caminhos levam a Daytona, o grande encontro mundial de motos;

38 - Para se perder numa trilha no meio da noite;

39 - Para rasgar sua calça no mourão da cerca;

40 - Para deixá-la parada na garagem de casa e apenas ficar admirando-a;

41 - Para sentir o cheiro de óleo queimado da sua velha e inesquecível 2T;

42 - Porque entre sua namorada e a moto, você fica com a moto;

43 - Porque a moto só tem dois lugares: não cabem a sogra e o papagaio;

44 - Porque ela gasta muito menos combustível que seu carrão;

45 - Porque ela leva você pelos caminhos da emoção;

46 - Porque no peito de todo motociclista, bate um coração aventureiro;

47 - Porque você consegue extravasar por trás de sua viseira, mesmo que as lágrimas embacem o seu caminho;

48 - Porque um dia você sonhou que chegaria lá;

49 - Porque você ama estar vivo;

50 - Porque você isso, meu amigo, um amante da liberdade . . . motociclista.

 

(publicado na edição 50 da revista Motociclismo Magazine)

 

 

7 - 40 razões por que motos são melhores que as mulheres

 

1) Motos não ficam grávidas.

2) Você pode andar de moto qualquer dia do mês.

3) Motos não têm parentes.

4) Motos não ficam lamentando, a menos que alguma coisa esteja realmente errada.

5) Você pode trocar de moto com seus amigos.

6) Motos não se preocupam com quantas outras motos você já andou antes.

7) Viajando, você e a moto sempre chegam juntos.

8) Motos não perguntam quantas outras motos você tem.

9) Você pode olhar a moto dos outros.

10) Você pode comprar revistas de moto.

11) Você nunca vai escutar: - Surpresa você vai ter uma nova moto!

12) Se sua moto está frouxa, você pode consertar.

13) Você pode contar para as mulheres os bons momentos que passou em companhia da sua moto.

14) Sua moto nunca fica embaraçada de andar pelada em público.

15) Você pode ter uma moto colorida e ainda assim mostrar ela para os seus pais.

16) Você não precisa brigar com o cara que meche na sua moto.

17) Se você gritar com a sua moto, não precisa pedir desculpa antes de ligar ela de novo.

18) Você pode andar de moto o tanto que quiser..

19) Você pode parar de andar de moto na hora que quiser.

20) Seus parentes não ficam falando da sua velha moto depois que você se desfaz dela.

21) Motos não têm dor de cabeça.

22) Motos não reclamam se você for um mau piloto.

23) Sua moto nunca quer uma noite fora com outras motos.

24) Motos não reclamam se você está atrasado.

25) Você não precisa tomar banho antes de andar de moto.

26) Motos não querem saber quanto dinheiro você tem.

27) Você pode andar de moto na primeira vez que vê ela, sem ter que chamar para jantar.

28) A única proteção que você precisa para andar de moto é o capacete.

31) Você só precisa alimentar sua moto se for usar ela.

32) Um relacionamento difícil com sua moto é realmente divertido.

33) Você não precisa lembrar o aniversário da sua moto ou o dia do primeiro encontro.

34) Motos ligam somente quando você liga.

35) Depois de um bom rolé de moto você pode imediatamente andar de moto de novo.

36) Há um monte de motos novas para escolher a cada ano.

37) Você não precisa comprar um carro para ter uma moto.

38) Motos são fáceis de comprar.

39) Motos peladas sempre são maravilhosas - mesmo com a luz acesa.

40) Sua moto não quer andar na garupa da sua mulher.

 

 

6 - ***  LEIS DE MURPHY NO MOTOCICLISMO  ***


1) Você jamais levará um tombo nem esquecerá de tirar a trava do disco,
sem que haja ao menos meia dúzia de pessoas para assistir;

2) Você não sente vontade de ir ao banheiro... Até a hora em que acaba de
colocar o abrigo de chuva;

3) O fato das chaves da moto estarem no bolso da calça ou da jaqueta, só
se revelará depois que você tiver colocado as luvas ;

4) A única peça que você precisa urgente, para trocar na moto, será
sempre a que está em falta no distribuidor ;

5) Sua moto jamais nega uma partida, exceto no dia em que você
for mostrar ela a um possível comprador ;

6) Aquele acessório "universal" que você compra, serve em todo
e qualquer tipo de moto, menos na sua.

T+
Júnior

 

 

 

5 -   Texto Sobre a  Harley


- Alô? Billy? Aqui é o Roberto. Tudo bem? Estou te ligando para comunicar que, finalmente, comprei a minha Harley, Harley Davidson!
- Êêêêhhh Roberto! Parabéns, cara! Até que enfim você entrou no 1° mundo! Qual é o modelo que você comprou?
- Não sei direito. Tem uma porção de letras. Acho que é FXLFTGRJH.
- Não... FGTRSHFGDLO.... ou ... bom, o que importa é que é uma HARLEY.
- Entendeu? RARRRRRRRRRRRRRRRRRLEEEEIIIIIII!
- Quanto você pagou?
- Ihhhh Billy, eu já nem sei. Lembra da minha Vulcan?
- Lembro.
- Da Virago?
- Sim, lembro.
- Da CG?
- Lembro Roberto! Diga logo quanto você pagou?
- Bom. É isso que eu estava tentando contar. Dei as três motos e financiei o resto em 80 vezes. Acho que foi bom negócio, certo?
- Claro Roberto! O que vale é a Harley, o preço não importa!
- Certo Billy. Isso mesmo! Mas irei ficar um bom tempo sem poder comprar cuecas por causa disso.
- E daí, Roberto? Quem anda de Harley não precisa usar cuecas! A não ser que seja original, da Harley.
- Uéeee. A Harley fabrica cuecas, Billy?
- Claro. Fabrica tudo que você possa pendurar, costurar, usar, vestir... Tudo! Você vai adorar.
- Não. Não precisa, Billy. Só quero andar de moto e, de preferência, de cuecas. Mesmo que sejam as minhas antigas e furadas.
- Que nada Roberto. Imagine você de cuecas Harley Davidson, heimmm?
- São pretas... Com as inscrições "Live to ride... ride to live" na frente, em letras douradas. O máximo!
- Billy! Não te liguei para falar de cuecas. Liguei para falar da minha moto nova. A minha RRRRAAAARRRRRLLLLLEEEEEIIIIIII!
- Qual é a cor, Roberto?
- Cinza, cinza metálico.
- Roberto. Acho bom você pensar em pintá-la com uma cor mais especial, exclusiva. Tem uma cara em São Paulo que faz uma pintura... hummmm. Um espetáculo. Leva 32 camadas de verniz com protetor solar ultravioleta com 5% de piretróide de triplicina. Em 3 semanas ele te entrega tudo se o tempo estiver bom. Ele cobra 2500 dólares para pintar.
- Pintar? Tá maluco? A moto é nova! Novinha! É uma RRRRARRRRRRLLLLLEEEIIIII, entendeu? E esse negócio de dólares... estou no Brasil! Comprei em Reais.
- Certo
, Roberto, Mas a pintura original não é lá estas coisas.
- Aliás, podes colocar umas labaredas no tanque.
- Billy. Não inventa! Paguei uma nota preta nesta moto, é uma RRRRRARRRRRRLLLEEEEIII e não vou desmontar para pintar nada. Alias, depois que desmonta fica tudo solto... não quero saber disso não.
- Roberto, mesmo assim você vai ter que tirar todos os parafusos e colocar "Loc-tite" em todos eles e apertar de novo. Você tem torquímetro aí?
- LOC o que? Porquímetro? Ô Billy. Acho que você não entendeu ainda.
- Você bebeu? Eu comprei uma RRRAAARRRLLLLEEYYYYY! Custou uma grana!
Uma legenda. Uma marca intocável, Billy?
- É... mas você terá que colocar um "easy boy" para que a embreagem fique "apertável". Os amortecedores são para constar. Você deverá trocá-los por outros que funcionem. A carburação deverá ser modificada com o kit "Dyna Jet". A instalação de um radiador de óleo é indicado, pois ela esquenta muito. Os canos, você deverá trocar para obter um barulho melhor. O banco, para o garupa, não presta.
- Você pode trocar por um outro mais confortável. Compre também um kit de ferramentas em polegadas.
- Billy...
acho que comprei um problema!
- Que nada, Roberto. Você comprou uma Harley! Harley é assim mesmo! É o problema mais gostoso da vida! Resolve até problema de casamento problemático.
- Como assim, Billy?
- Ao invés de você ficar brigando com sua mulher em casa, a toda hora, você irá substituir as brigas por várias idas ao mecânico e na garagem, com sua "gorda" caixa de ferramentas para apertar tudo que tiver solto!
- Não pode ser Billy. Liguei-a na garagem, quando ela chegou e ela vibra muito! Fiquei com a mão formigando. Além do mais tem uns pinguinhos de óleo embaixo dela. Deve ter vindo com problema.
- Não!!!! Nada disso! O vazamento e a vibração são acessórios Made in Harley. Nenhuma outra moto tem isso, Roberto.
- Pelo jeito, Billy, vou ter que comprar outra moto só de acessórios. Mas agora eu não posso. Tenho que pagar as prestações.
- Não Roberto. Por ora não. Vá levando. Pense em outras coisas também importantes.
- Como assim, Billy?
- Você já tem apelido? Algo sugestivo como "Lobo", "Killer", "Rambo"? Algo mais americano, sabe. Mais "easy rider".
- Não. Não tenho. Vou pensar em um, Roberto.
- Mas tem que ser algo forte, pesado, sugestivo. Afinal, você tem uma Harley!
- Hummmmm... vou pensar. Que tal "Hurricane", Billy?
- É um bom começo. Vá pensando. Terá que ter algo em comum com a moto e a sua tatuagem.
- Mas eu não tenho tatuagem Billy!
- Então providencie uma. Para ter Harley tem que ter apelido... tatuagem... cara de mal.
- Mas que tatuagem? E se minha mãe souber?
- Ô Roberto; quem tem Harley não liga para o que a mãe fala. Não toma mel... mastiga a colméia toda, entendeu? Tem que ser uma tatuagem com lobo, águia, caveira...
- Mas para que isso? Só quero andar de moto! Billy.
- Roberto... você tem uma Harley. E é assim... pronto! Compre a carreta e comece a escrever um livro de suas aventuras. Você ainda vai ganhar dinheiro!
- Para que a carreta? E o livro, Billy?
Ahhhh. Você vai ter muita estória para contar. Você vai ver... a carreta.... bom. Isso eu te conto depois. Vá viajar primeiro! Boa sorte! Que nossa senhora dos parafusos te acompanhe.

* Boas Estradas

 

 

4 -  Tire suas Dúvidas

Estatísticas sobre acidentes de moto produzidas pela Rede Sara de Hospitais do Aparelho Locomotor demonstram  que algumas de nossas percepções estão erradas.

Os números abaixo tratam apenas dos casos onde não ocorreram mortes:

CAPACETE

VERDADE – Capacete homologado Inmetro funciona. Mas tem limite! 46% dos acidentes em que o motociclista usava capacete ocorreram lesões cerebrais. Se estivessem sem o capacete ou utilizando capacete inadequado, tipo coquinho, teriam morrido.

MENTIRA - Nos impactos muito fortes, nem o capacete impede de lesões cerebrais, portanto, mais cuidado e menos velocidade.

QUEM COMPRA MAIS CHÃO (quem mais cai)

VERDADE – 59% das internações hospitalares de acidentados com moto são motociclistas e não de motoqueiros. As pessoas estavam utilizando a moto em lazer.

MENTIRA – Ao contrário do que se pensa os motoqueiros representam apenas 28% dos que se acidentaram em trabalho.

CIDADE OU ESTRADA?

VERDADE – 57% dos acidentes ocorrem em áreas urbanas.

MENTIRA – Não precisa sair equipado para andar na cidade. Basta uma camiseta e uma chinelinha e só.

ONDE DÓI MAIS

VERDADE – Maiores lesões são no plexo braquial: região do pescoço e ombros. Nas lesões completas 80% afetam os membros inferiores nas seguintes proporções: perna – 80%, fêmur – 30,6%, joelho – 13,9%, tornozelos e extremidades – 5,6%.

MENTIRA – Dá para andar de tênis!

VERDADES ABSOLUTAS

Dr. Max Carlos Braga, médico-cirurgião e motociclista apaixonado e ex-vítima de acidente de moto dá dicas importantes para um motociclismo responsável:

1 – Capacitação, concentração e autocontrole.

2 – A emoção de pilotar pode ser tanto maior e mais legítima quanto mais clara a consciência dos seus riscos e limites.

3 – O motociclista é o próprio veículo.

4 – Se você quer vento na pele e sol na cabeça, troque sua moto por um carro conversível. Capacete, jaqueta, botas e outros itens de segurança foram feitos para proteção e deve ser usados no calor e não só no frio.

Fonte: Rede Sara de Hospitais

 

 

 

3 -  Até que Enfim....

Avenidas de São Paulo ganham faixa exclusiva para Motos

da Folha Online

da Folha de S.Paulo

 

Foto da Faixa reservada na Avenida

 

As avenidas Sumaré e Paulo 6º, na zona oeste de São Paulo, contam, a partir desta segunda-feira, com uma faixa exclusiva para motos. A medida, inédita no país, já provoca divergência entre motoristas, em sua maioria contrários à medida, e motoqueiros, favoráveis à sua expansão.

 

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a faixa exclusiva na Sumaré servirá de projeto-piloto para avaliação e implementação em outros corredores de São Paulo, como a avenida 23 de Maio. O teste deve durar seis meses.

 

Com a nova faixa, os carros só poderão usar as três vias atuais da avenida Sumaré, que sofreram diminuição de suas larguras: de 3 m e 3,5 m para 2,5 m e 2,8 m. A velocidade máxima permitida vai diminuir de 70 km/h para 60 km/h, para motos e carros.

 

Segundo registros da CET, cerca de 300 motos circulam por hora pelas duas avenidas durante os períodos de maior movimento, volume considerado entre médio e baixo.

 

Ainda de acordo com dados da prefeitura, a motocicleta é o veículo que mais produz vítimas no trânsito atualmente. Em 2005, foram registradas 1.505 mortes decorrentes de acidentes no trânsito --748 em atropelamentos e 757 em acidentes envolvendo um ou mais veículos. A participação das motocicletas na frota do município foi de 10%, mas a participação nos acidentes foi de 22,9%, com 345 mortes, afirma a CET.

 

A multa para os carros que invadirem a faixa de motos é de R$ 127 e pontuação levará 5 pontos na carteira de habilitação. Já as motos poderão utilizar as outras faixas.

 

 

 

2 -   Melhora e Reconhecimento

 

 

Está começando a melhorar para os Motociclistas. O Pedestre  lhe atropelava na moto, e você era obrigado a ter o prejuízo material e ainda ficar todo quebrado. Veja a decisão inédita da Justiça abaixo.

 

Atropelada é condenada a indenizar motociclista

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE - Numa decisão rara, a Justiça do Rio Grande do Sul condenou a dona de casa Nilséia Rodrigues da Silva, atropelada numa rua de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, a pagar R$ 1,8 mil ao motociclista Robson Eduardo Fernandes e ao dono do veículo, Elton Natalino Fernandes. A sentença do juiz Gilberto Schäffer tomou como base o artigo 69 do Código de Trânsito Brasileiro, que atribui ao pedestre a obrigação de usar a faixa de segurança para atravessar uma pista.

No acidente, segundo descrições de testemunhas, a mulher não cruzou pela faixa de segurança e nem olhou para os lados. O motociclista disse que tentou desviar, mas não conseguiu. Nilséia sofreu traumatismo craniano e foi processada pelo condutor e pelo dono da moto, que pediram compensações pelo custo dos reparos.

Representando a dona de casa, a advogada Cássia Bezerra Marques anunciou que vai encaminhar recurso contra a decisão ao Tribunal de Justiça do Estado.

 

 

1 -  A Moto do Ano

 

BMW K 1200 R é eleita a moto do ano

Foto: Divulgação

A BMW K 1200 R foi eleita a "Moto do Ano" 2006, no concurso promovido pela revista Duas Rodas. A festa reuniu, no dia 10 de outubro em São Paulo, representantes das montadoras e empresários do setor. Os modelos lançados no último ano, escolhidos pelos leitores, foram levados à pista de teste da Pirelli, em Sumaré, SP, em setembro. Durante dois dias os modelos foram avaliados por jornalistas especializados e por um leitor da revista mais tradicional do setor, editada há 32 anos. Confira os vencedores das sete categorias: Esportiva: Suzuki GSX-R 1000; Turismo: GL 1800 Gold Wing, Naked: K 1200 R; Trail: R 1200 GS Adventure; Custom: Suzuki Boulevard 800; Street até 250cc: Yamaha Fazer 250; e Scooter: Garini GR 150 T3. O modelo que obteve o maior número de pontos na avaliação dinâmica recebeu o título de "Moto do Ano", no caso, a radical e "musculosa" K 1200 R. As informações são da Agência Infomoto.

Texto Publicado pela AutoZ

 

 

 

4) Relatos de Viagens

 

2 – Viagem Programada

 

Veja se você pode participar também dessa viagem. Entre em contato com o Eliézer.

 

Amigos do Esquadrão do Asfalto,

 

Eu e um casal de amigos, estamos planejando uma aventura\expedição a Machu Picchu (Pe) para o 2º semestre de 2008.

 

Iremos adentrar o país pela cidade de Assis Brasil/AC, praticamente o mesmo percurso da viagem do motociclista Bozoca (Livro: Na trilha dos Incas).

No momento estamos colhendo informações sobre rodovias, climas e tudo que podermos pesquisar pra ficar tudo planejado e minimizarmos os possíveis problemas que possam surgir.....

 

Nas matérias que tenho lido, muitos foram de NX-4 Falcon, e a motocicleta é perfeita pra viagem, mas estou pensando em uma XT 660cc.

 

Diante do exposto convido aos que tem espírito de motociclista aventureiro a unirem-se ao comboio, e aos que não estão dispostos, se poderem contribuir com "informações", agradecemos o apoio.

 

 

PS: Essa será apenas nossa primeira viagem, pois em 2009 iremos a Patagônia.

 

 

Atenciosamente,

 

Eliézer de Andrade Alencar

Grupo Edson Queiroz

Gerência de Contas a Receber

Fone: 0_ _ (85) 3466-8503

Fax: 0_ _ (85) 3466-8578

eliezer@edsonqueiroz.com.br

 

4 – Relatos de Viagens

 

Prezado Motociclista,

 

Caso você tenha feito alguma viagem, nos envie o seu relato, apresentando descritivo dos detalhes do trajeto, hotéis, consumo, etc.

Sempre terá alguém interessado em suas informações, que servirá de roteiro para futuras viagens de nossos colegas.

 

 

Relato de Viagem à  B. Horizonte e a Montevidéu

 

Caro Motociclista

 

Segue relato simplificado de duas viagens que fiz de moto:

 

A primeira foi em julho do ano passado quando fui a Belo Horizonte e cidades históricas de Minas Gerais. Foram dez dias, assim utilizados:

Primeiro dia - Salvador(05:00h)/Teófilo Otoni18:00h) - 1050 Km, iniciei pelo BR 101, até Gandu, onde peguei uma estadual para Jequié e de lá segui pela BR 116 - Dormi no Hotel Teófilo Otoni R$ 80,00 o casal.

Segundo dia - Teófilo Otoni (07:00h)/BH(14:00) - 500 Km, muito transito, muita curva, dormi no Othon, um pouco caro, R$ 120,00, mas com uma localização privilegiada, junto da feira de artesanato que ocorre aos domingos.

Terceiro dia - BH, City-Tour.

Quarto dia - BH(07:00h)/Tiradentes(14:00h) - 225 Km, no meio do caminho visitei Congonhas. Tiradentes é interessante, cheia de restaurantes e pousadas.

Quinto dia - Tiradentes(08:00h)/ Ouro Preto(11:00h) - 175Km. Muitas curvas e serras. Ouro Preto é muito bom. Bons restaurantes, pousadas, museus e shows ao ar livre gratuitos.

Sexto dia - Ouro Preto, City-Tour

Sétimo dia - Ouro Preto/ Mariana/Ouro Preto - Fui de ônibus, são 15 Km.

Oitavo dia - Ouro Preto(08:00h, 12 graus) / Governador Valadares( 15:00h) -  410 Km.

Nono dia - Governador( 08:00h)/ Jequié(17:00h) - 675 Km.

Décimo dia - Jequié(08:00h/ Salvador(14:00h) - 480Km.

Viajei  de LC 1500, sempre próximo a 120 Km/h e a moto fez cerca de 13Km/l .

 

A segunda foi em julho deste ano para Montevidéu. Foram doze dias, assim distribuídos:

 

Primeiro dia - São Paulo(10:00h)/Curitiba 17:00h) - 420 Km. Saí de avião de Salvador as 04:00h. Em São Paulo apanhei a moto na transportadora, segui pela BR 116, quase toda duplicada, mas com transito intenso - Tive dificuldade em conseguir um hotel em Curitiba, muitos estavam lotados. Custo p/ casal no período = 180,00 diária e refeições + 400,00 passagens aéreas + 70,00 gás + 600,00 transporte da moto

Segundo dia - Curitiba City-Tour 260,00 diária, refeições e ônibus.

Terceiro dia - Curitiba (07:30h)/Gramado(17:00h, 03 graus) - 650Km. Fui pelo BR 116, muitas curvas e serras. Sofri com o frio no Rio Grande do Sul .Custo p/ casal no período =150,00 gás + 200,00 diária e refeições

Quarto dia - Gramado, Bento Gonçalves, Garibaldi, Gramado.= 180Km. Custo p/ casal no período = 40,00 gás + 220,00 diária e refeições + 80,00 passeio de trem ( maria fumaça)

Quinto dia - Gramado(07:00h)/Chui(17:00h) = 700Km. Fui pelo banhado do Taim. A estrada é deserta e com longos trechos de reta. Na ida fui contra o vento, que imagino devia estar com uns 30 Km/h. Nesse trecho a moto fez 10Km/l. Chuy, já no  Uruguai, tem um Free-Shop barato e bons churrascos.

Sexto dia - Chui(09:00h)/ Montevidéu((17:00h) = 340Km. Passamos pelo Forte de Santa Tereza e por Punta DeLeste, onde almoçamos bem. As estradas são ótimas e a gasolina é sem álcool e aproximadamente do mesmo preço do Brasil. A moto não deu problema. Não fiz a tal carta verde, nem levei nenhum documento ou equipamento especial. Custo p/ casal no período =70,00 gás + 180,00 diária e refeições

Sétimo dia -  Montevidéu - City-Tour - Refeições e vinhos muito baratos  Custo p/ casal no período = + 220,00 diária  refeições e vinhos

Oitavo dia - Montevidéu(8:00h)/ São Leopoldo(17:00h) = 840Km . Nos retões, vento a favor, velocidade de cruzeiro =150Km/h. Custo do casal 180,00 gás + 140,00 diária e refeições.

Nono dia -  São Leopoldo(08:00h)/ Curitiba(16:00h) = 540Km. Mais uma vez tive dificuldade em achar um hotel, terminei em um 4 estrelas, meio caro. Quis passar por Curitiba para voltar num restaurante que havia gostado. Custo p/ casal no período 120,00 gás + 230,00 diária  refeições .

Décimo dia -  Curitiba(08:00h)/São Paulo(15:00h) = 420 Km Custo p/ casal no período = 160,00 diária e refeições +  70,00 gás

Décimo primeiro dia -  São Paulo - Entreguei a moto na transportadora.

Décimo segundo dia -  São Paulo/ Salvador de avião  Custo p/ casal no período = 140,00 diária e refeições + 400,00 passagens aéreas + 600,00 transporte da moto.

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Augusto Carlos Torres

Fone público 71-32812330

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1 -   Fotos  diretamente dos  EUA

 

Fotos de nosso amigo Chico Cruz,  que era companheiro do Esquadrão do Asfalto, mas que agora está em Miami, mas está matando as saudades dos amigos que aqui ficaram.